MARABÁ (PA) – A população da cidade de Marabá, localizada no sudeste do Estado do Pará, acompanhou apreensiva a audiência de custódia realizada na última terça-feira (9/1), onde a juíza titular da 1ª Vara Criminal de Marabá, Dra. Renata Guerreiro Milhomem, negou o pedido de liberdade feito pelo advogado de Sara Nunes Ferreira, de 21 anos, a acusada de matar a golpes de faca, a jovem Ana Beatriz Sousa Machado, de 23 anos, no dia 7 de janeiro de 2024, na Rua Fortunato Simplício Costa, Bairro Novo Horizonte.
Durante a audiência de custódia, Sara Nunes não demonstrou arrependimento e se comportou como uma pessoa fria, calculista e malvada. Parece que a jovem “tinha matado um cachorro”. Por mais que a motivação do brutal homicídio fosse passional, um ser humano considerado “normal”, apresentaria atitudes de reconhecimento de quem fez uma “cagada” em um momento de raiva, mas não foi isso que ocorreu em Marabá.
Sara Nunes não pode conviver em sociedade. Ela necessita permanecer afastada do convívio social para não colocar em risco a vida de outras pessoas. No entanto, como diz o ditado popular, “o perigo mora ao lado”, ou seja, ele habita logo ali em Belém, na sede do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA), onde um desembargador, em uma decisão monocrática, deverá conceder a liberdade provisória à acusada porque ela apresenta alguns requisitos legais previstos no Código Penal Brasileiro (CPB).
Caso seja concedido o benefício à acusada, o povo do Pará levará, mais uma vez, um “tapa na cara” desferido pela Justiça. As pessoas já se cansaram de ver acusados de crimes brutais e premeditados, como o homicídio praticado por Sara Nunes, ou aqueles em que o assassino degola ou decapita sua vítima, no “olho da rua”. A execução de Ana Beatriz abalou a população de Marabá devido ao modus operandi e a motivação para o crime.
Segundo os autos, a assassina ainda atentou contra a vida de um rapaz que a retirou de cima de Ana Beatriz, desferindo uma facada que quase acerta a barriga do jovem. A vida não pode ser banalizada. Uma simples discussão precisa deixar de ser motivo para uma pessoa, como Sara Nunes, aplicar facadas no pescoço e em várias partes do corpo de sua desafeta. A Primeira Instância do Poder Judiciário fez a sua parte e deixou a acusada atrás das grades.
O povo de Marabá espera atento que o Tribunal de Justiça do Pará não conceda a liberdade provisória à Sara Ferreira e que ela aguarde trancafiada no Centro de Recuperação Feminino (CRF) de Marabá até ser submetida a um júri popular, onde ela deverá prestar contas do crime brutal que cometeu ao tirar a vida de uma colega de trabalho por um motivo fútil, torpe e banal.
Longe de querer “fazer justiça com as próprias mãos”, mas é isso que a sociedade espera da Justiça do Estado do Pará. “Estamos de olho”. (Pedro Souza)



