Brasil assume presidência do G20 e anuncia encontro no RJ

Um dos objetivos de Lula no cargo é discutir mudanças nos organismos de governança mundial, como a ONU (Organização das Nações Unidas)

O Brasil assume nesta sexta-feira, 1, a presidência rotativa do G20, grupo que reúne os 19 países mais industrializados do mundo mais a União Europeia e a União Africana. É a primeira vez que o país comandará o bloco no formato atual. O mandato vai até 30 de novembro de 2024.

O comando do bloco é liderado pelo governo brasileiro como uma das principais oportunidades de projeção internacional da terceira gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, sintetizou o lema brasileiro na declaração durante a abertura da Comissão Nacional do G20: “Se o ano de 2023 marcou o retorno do Brasil ao mundo, 2024 será o ano em que o mundo voltará ao Brasil” .

Um dos objetivos de Lula no cargo é discutir mudanças nos organismos de governança mundial, como a ONU (Organização das Nações Unidas), e instituições financeiras internacionais, como o FMI (Fundo Monetário Internacional).

O petista reclama com frequência das regras atuais de empréstimo para países em desenvolvimento e critica a falta de capacidade das nações de chegar a consensos sobre problemas atuais, como os conflitos entre Israel e o grupo extremista Hamas, no Oriente Médio, e entre Rússia e Ucrânia, na Europa.

No início do primeiro ano do atual governo, Lula esperava se projetar como um dos principais líderes globais com capacidade de articulação para a resolução de conflitos. Por uma série de fatores, dentre eles declarações controversas, o presidente perdeu espaço e acabou escanteado das conversas entre líderes de outros países.

A sede do G20 no Brasil também facilita a vida de Lula em outra seara. O presidente declarou que fará menos viagens internacionais em 2024 para focar sua atuação internamente. Disse querer visitar todos os Estados do país para vistoriar obras e ações do governo federal. Por trás da promessa está a união para que o PT e partidos aliados aumentem o número de prefeitos eleitos no pleito do ano que vem. Este é um dos principais objetivos de Lula para pavimentar o caminho para se reeleger em 2026.

Segundo o governo, os assuntos prioritários da presidência brasileira serão:

combate à fome, pobreza e desigualdade;
3 dimensões do desenvolvimento sustentável: econômico, social e ambiental;
reforma da governança global.

Ao longo do ano, o Brasil organizará e sediará mais de 100 reuniões técnicas e conferências ministeriais virtuais e presenciais. Os encontros devem se concentrar no Rio, mas há eventos previstos para cidades das 5 regiões do país. A 19ª cúpula de chefes de Estado está prevista para ser realizada de 18 a 19 de novembro de 2024, na capital fluminense. (com Roma News)

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