O governo federal anunciou nesta quinta-feira, 5, a redução de 22,3% da área desmatada na Amazônia Legal de agosto de 2022 a julho de 2023 comparado com o período anterior. Ao todo, foram 9.001 km² de floresta destruída no bioma, o menor resultado desde 2019. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, houve uma redução de 2.593 km² na área desmatada em relação ao período de 2021 e 2022.
Considerando apenas os meses de janeiro a outubro de 2023, portanto, apenas o período do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a projeção de queda no desmatamento foi de 49,7% em comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com o ministério, a taxa indica aumento na intensidade da queda de desmatamento na região.
Os dados foram apresentados pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em entrevista a jornalistas no Palácio do Planalto. Segundo ela, o resultado só não foi melhor porque parte do período considerado se deu na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Desde janeiro, Lula estabeleceu o compromisso com desmatamento zero até 2030. Houve uma decisão política”, disse.
Os dados anuais foram coletados pelo sistema Prodes, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), de agosto de 2022 a julho de 2023. Neste caso, o sistema identifica por imagens de satélite desmatamento por corte raso e por degradação progressiva. São também considerados como dados oficiais sobre desmatamento e balizam políticas públicas.
Os resultados relacionados apenas aos meses de 2023 foram coletados pelo Deter, também do INPE. Este sistema faz alertas diários para apoiar ações de fiscalização e são agregados mensalmente. Também utiliza imagens de satélite.
Com informações do Poder 360


