O jovem Guilherme de Souza Neves, de 30 anos, que estava desaparecido desde o último dia 29 de outubro, foi encontrado morto na última terça-feira (7). O corpo da vítima, que apresentava marcas de tiros e estava carbonizado, foi localizado em uma área de mata e estava enterrado em uma cova rasa, nas proximidades da travessa José de Alencar, comunidade Santa Luzia, na rodovia PA-136, em Castanhal, no nordeste paraense. Um homem identificado como Márcio Alves, uma mulher identificada como Ana do Rosário e uma adolescente teriam participado da morte de Guilherme. As informações são do Correio do Norte.
A polícia chegou até os possíveis autores do crime após a investigação apontar que Ana do Rosário estava na posse de uma motocicleta e o aparelho celular que pertenciam à vítima. Ana foi presa em flagrante por receptação. Ela e a adolescente envolvida na morte relataram onde o corpo da vítima estava enterrado. A investigação apontou, também, a participação de Márcio, que teria assassinado a vítima na casa em que ele morava no bairro Caiçara. Guilherme teria sido morto com diversos disparos de arma de fogo após uma suposta discussão entre os dois.
No momento da prisão, a polícia encontrou com Márcio um revólver calibre 32 com 25 munições e um estojo deflagrado. Ainda segundo as informações da polícia, as investigações continuam para localizar e prender outros possíveis envolvidos no assassinato. Até o momento, não se tem informações sobre o paradeiro de outro possível participante da morte de Guilherme. Não há confirmação sobre o que teria motivado o assassinato, o porquê Guilherme e Márcio teriam discutido, além da data da prisão dos suspeitos e do crime.
O crime
Conforme Márcio relatou durante o depoimento à polícia, ele teria contado com a ajuda da adolescente para cavar a cova e ocultar o cadáver da vítima. E ainda, antes de enterrar Guilherme, os suspeitos ainda teriam queimado o corpo da vítima, como foi repassado às autoridades. O objetivo era dificultar a identificação. A polícia deve seguir com as investigações para realizar a captura de outros possíveis envolvidos.
Segundo informações preliminares, Guilherme morava em Castanhal e teria desaparecido misteriosamente. A mãe de Guilherme procurou a delegacia, ainda no dia 1º de novembro, para informar que o filho estava desaparecido desde o dia 29 de outubro. Desde então, Guilherme não mantinha contato com amigos e familiares. O caso foi registrado na Delegacia de Homicídios de Castanhal, que passou a investigar o sumiço do rapaz. Com acesso às redes sociais, a família verificou algumas conversas recentes onde mostra que Guilherme estaria sofrendo possíveis ameaças de morte. (Portal Debate, com Oliberal)


