O jogador de futebol amador, Fábio Cordeiro da Silva, de 35 anos, foi identificado como o possível doador do coração que o apresentador Fausto Silva, o Faustão, recebeu no último domingo, 27. O doador morreu no sábado 26, em Santos, no litoral de São Paulo, ao sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) enquanto trabalhava.
Segundo o site Notícias da TV, o jogador de futebol amador pode ter sido o possível doador do coração para Faustão, além de ter doado outros órgãos. Fabio teria o mesmo tipo sanguíneo do apresentador e já havia informado aos familiares sobre a intenção de ser doador de órgãos.
A morte do jogador foi confirmada pelos médicos na manhã de sábado, na Casa de Saúde de Santos, onde foi constatada a morte cerebral.
As informações sobre a identidade do doador e do receptor são sigilosas e protegidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que organiza a fila de transplantes, onde Faustão era o segundo da fila.
Quem era o possível doador?
Fábio Cordeiro da Silva jogava futebol de forma amadora e precisou se ausentar dos campos há cerca de um mês após passou mal durante algumas partidas. Ele morava em Mongaguá, mas atuou em clubes da região de Praia Grande Itanhaém e São Vicente. Era conhecido pelos colegas pelo apelido Esquerdinha, por ele ser canhoto.
Um familiar informou que ele passou por uma série de exames que não detectaram nenhum problema cardíaco. Semana passada, no domingo, 20, Fábio voltou a praticar futebol normalmente e não apresentou mal-estar. O futebolista sofreu o AVC na quarta, 23, enquanto trabalhava em um apartamento em Santos. O familiar revelou que ele estava com seu capacete de serviço e uma mochila nas costas, se preparando para deixar o local.
Fábio foi encontrado apenas na quinta, 24, ainda consciente, e levado até a Casa de Saúde de Santos. Ele permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e fez uma cirurgia no cérebro, mas não resistiu ao procedimento. A família optou por doar os órgãos dele.
O apresentador Faustão, que passou por um transplante de coração na tarde de domingo, 27, foi salvo após uma desistência. A equipe médica recebeu autorização para a cirurgia após responsáveis pelo primeiro paciente na fila do órgão terem recusado a oferta.
O hospital Albert Einstein informou, em boletim médico, acionado pela Central de Transplantes do Estado de São Paulo na madrugada deste domingo, “quando foi iniciada a avaliação sobre a compatibilidade do órgão, levando em consideração o tipo sanguíneo B”. Segundo o boletim, a cirurgia aconteceu no início da tarde e durou cerca de duas horas e 30 minutos.
A equipe responsável pelo transplante do paciente que ocupava a primeira posição na lista decidiu, por motivos não divulgados pela secretaria, recusar o órgão e, assim, a oferta passou para o segundo da lista, Faustão.
Em nota, a Secretaria da Saúde paulista afirmou que o tempo de espera por um transplante de coração para potenciais receptores do grupo sanguíneo B, como no caso de Faustão, é de 1 a 3 meses. “Em casos priorizados este tempo é reduzido devido a eminente condição de morte do potencial receptor”, diz o comunicado. (Portal Debate, com Roma News)


