Equipes do AP e PA sobrevoam área onde helicóptero desapareceu na Amazônia há 3 dias

As equipes realizaram sobrevoos noturnos na área da rota, passando pelas aldeias Aramirã e Aruaru, descendo o rio Mapari até Mucuru

No início da manhã desta sexta-feira (18), por volta das 9h, equipes do Grupo Tático Aéreo (GTA) do Amapá e do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (SAR) do Pará retomaram os esforços de busca ao helicóptero que desapareceu na região amazônica na última quarta-feira (16).

A aeronave transportava um piloto da Polícia Militar do Distrito Federal, um mecânico e um engenheiro da Fundação Nacional do Índio (Funai). Até o momento, equipes de busca identificaram “áreas quentes”, indicando sinais de “movimentação” na área em que o helicóptero desapareceu.

O helicóptero, contratado pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Amapá e Norte do Pará, partiu da base Bona, na Aldeia Maritepu, no Parque Indígena Tumucumaque, no Pará, por volta das 12h de quarta-feira, com destino a Macapá. No entanto, a aeronave não chegou ao seu destino conforme o previsto, levando às operações de busca.

Aeronave SC-105 Amazonas tem tecnologia avançada para fazer operações de buscas e salvamentos — Foto: Força Aérea Brasileira/Divulgação

As equipes realizaram sobrevoos noturnos na área da rota, passando pelas aldeias Aramirã e Aruaru, descendo o rio Mapari até Mucuru. Durante essas buscas, foram identificados “focos quentes”, que sugerem atividades humanas na região. “Pontos quentes” foram encontrados, o que pode indicar a presença de fogueiras, aldeias ou garimpos. Os trabalhos de busca e identificação das áreas continuam com o apoio de visão noturna e outras tecnologias.

Os desaparecidos são o tenente-coronel Josilei Gonçalves de Freitas (piloto), o mecânico Gabriel e o engenheiro civil José Francisco Pereira Vieira, da Funai. A aeronave estava programada para pousar às 14h15 no Aeródromo Sérgio Miranda, em Macapá. A missão incluía inspeções de pistas de pouso na terra indígena, vistorias, levantamentos e elaboração de projetos de engenharia, conforme informações da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde. (Portal Debate, com g1 Pará)

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