Com 12ª perda seguida, bolsa de valores do Brasil tem pior série desde 1970

O índice fechou abaixo dos 116 mil pontos, fixando-se em 115.591,52 pontos, seu patamar mais baixo desde junho de 2022
Cenário econômico enfrenta incertezas tanto domésticas quanto internacionais (DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Nesta quarta-feira (16), apesar dos indícios de cautela nos mercados globais, o Ibovespa aparentava resistir a uma sequência de quedas. Contudo, ao longo da tarde, cedeu à tendência negativa do exterior, finalizando o dia com uma queda de 0,50%. Essa série contínua de perdas não ocorria desde 1970, conforme informado pelo AE Dados.

O índice fechou abaixo dos 116 mil pontos, fixando-se em 115.591,52 pontos, seu patamar mais baixo desde junho de 2022. Na soma da semana, o Ibovespa já recuou 2,10%, enquanto no mês a queda atinge 5,21%, limitando seu crescimento anual a 5,34%. O volume financeiro da sessão atingiu R$ 48,8 bilhões, impulsionado pelo vencimento de opções sobre o índice.

A quebra abaixo dos 116 mil pontos abre espaço para uma possível continuação da correção em curso, com o Ibovespa perdendo a posição conquistada após encerrar julho próximo aos 122 mil pontos. A marca de 116 mil pontos, anteriormente um nível de suporte, foi superada, podendo conduzir o índice ainda mais baixo em direção aos 110,5 mil pontos.

Petrobras Mantém Cautela

A reunião do Federal Reserve ressaltou a importância de manter as taxas de juros restritivas nos Estados Unidos até que a inflação alcance a meta de 2% ao ano. Ainda que essa comunicação tenha afetado os preços do petróleo, a Petrobras conseguiu se manter parcialmente resiliente, contribuindo para a recuperação do Ibovespa durante o dia. As ações da Petrobras registraram ganhos de 2,95% (ON) e 2,20% (PN).

O cenário econômico enfrenta incertezas tanto no âmbito doméstico quanto internacional. Além das preocupações com a economia chinesa, o foco está nas questões fiscais internas, incluindo a votação do arcabouço fiscal e a proposta de Orçamento para 2024. Nos Estados Unidos, o impacto das taxas de juros na economia e nas empresas é monitorado, especialmente considerando a atual extensão dos ativos de bolsa.

O Federal Reserve adotou uma postura mais “hawkish”, sinalizando a possibilidade de futuros aumentos nas taxas de juros. Contudo, essa abordagem está sujeita à evolução dos dados econômicos. As incertezas relacionadas à inflação, ao mercado de trabalho e aos indicadores econômicos serão determinantes para as próximas decisões do banco central norte-americano. (Portal Debate, com O Liberal)

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