Uma jaguatirica com aproximadamente 45 dias de vida encontrou uma segunda chance após ser resgatada em Oriximiná, localizada no oeste do Pará. O pequeno felino foi descoberto em uma área de pastagem na região do lago Sapucuá, zona rural do município.
Moradores que estavam passando o fim de semana na área imediatamente notificaram a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA) após avistarem o felino solitário. A SEMMA prontamente agiu, resgatando o animal e providenciando os primeiros cuidados veterinários.
Identificado como um macho, o felino recebeu o nome de Vegetti e passou pelos primeiros procedimentos médicos no Centro de Triagem Animal (CTA). Veterinários o medicaram com ferro e o alimentaram, garantindo sua saúde e bem-estar.
A Prefeitura de Oriximiná, através da SEMMA, já iniciou os trâmites para transferir Vegetti para o ZooUnama, instituição que receberá o animal nas próximas horas.
De acordo com informações da SEMMA de Oriximiná, as jaguatiricas (Leopardus pardalis) são as maiores representantes dos chamados gatos-do-mato no Brasil. Podem viver até 20 anos em seu habitat natural, que abrange florestas tropicais, caatinga e pantanal. A espécie é conhecida por diversos nomes, como maracajá, maracajá-açu e ocelote.
A SEMMA também compartilhou o significado do termo “jaguatirica”, que tem origem na língua tupi-guarani. É resultado da combinação dos termos “îagûara” (que significa “onça”) e “tyryka” (que significa “recuo, afastamento, fuga”), traduzindo-se como “onça que se afasta”. O nome científico Leopardus pardalis deriva do grego e do latim, sendo Leopardus uma junção das palavras “leão” e “pantera”. Enquanto “pardalis” significa “relacionado a pantera”. (Portal Debate, com g1 Santarém e Região)


