Na manhã de quinta-feira (10), por volta das 07h, um significativo movimento de paralisação teve início no estado paraense, liderado pela Perícia Científica Oficial do Pará. Nesse protesto, as atividades de perícia criminal foram suspensas até as 19h, resultando em um esforço concentrado por parte da categoria para reivindicar melhores condições de trabalho e o cumprimento de compromissos por parte do governo.
O cerne do movimento é a busca pela asseguração de uma porcentagem essencial de 30% nos serviços internos de laboratório e medicina legal, o que permitiria a manutenção de ações humanitárias cruciais, como a recepção de vítimas de agressão sexual e idosos em situações delicadas. A pausa nas atividades tem como objetivo chamar a atenção para a necessidade de atender a essas demandas prementes.
O principal ponto de reivindicação da categoria diz respeito ao cumprimento de compromissos assumidos pelo governador desde o ano de 2019. Esses compromissos estão relacionados diretamente à recomposição salarial, que se tornou imperativa para os ajustes necessários na carreira dos profissionais, por meio do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR). Além disso, o movimento também pressiona pela implementação do plantão remunerado, uma medida aguardada para otimizar a eficiência dos serviços.
Outra demanda crucial que motiva essa paralisação é a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da perícia. A PEC desempenha um papel fundamental na garantia da segurança jurídica das atividades realizadas pela Polícia Científica, resgatando direitos e prerrogativas que foram perdidos ao longo dos anos. A aprovação dessa emenda é vista como uma oportunidade para trazer avanços substanciais à rotina desses profissionais.
A concentração do movimento se dá nas sedes da Polícia Científica do Pará (PCEPA), localizadas não somente na capital, Belém, mas também nas regionais de cidades como Santarém, Altamira, Castanhal, Marabá, Parauapebas, Tucuruí, Itaituba, Abaetetuba e Bragança. A abrangência da paralisação reflete a unidade da categoria em suas reivindicações e a importância atribuída a essas demandas em todas as regiões do estado.
Em um contexto em que os profissionais da Perícia Científica desempenham um papel vital para a justiça e o bem-estar social, o movimento busca sensibilizar as autoridades para a urgência de atender às necessidades da categoria, proporcionando condições de trabalho adequadas e respeito às suas prerrogativas profissionais. A paralisação se estende até as 19h, período em que esses profissionais buscam fazer ouvir as suas vozes em prol de um sistema mais eficaz e justo. (Portal Debate, com Folha do Progresso)


