Levantamento afirma que gastos com filho podem chegar a R$ 1,5 milhão

O estudo leva em consideração variáveis como despesas médias com educação, lazer, atividades complementares, alimentação e saúde, ajustadas conforme a idade do filho
Especialista diz que gastos de famílias com criança podem variar de 155 mil a R$ 1,5 milhão (Thiago Gomes / O Liberal)

O desejo de formar uma família e ter filhos é um anseio compartilhado por muitos casais, entretanto, a crescente tendência de pais e mães privilegiarem o planejamento tem transformado a maneira como encaram a jornada da paternidade e maternidade. Motivados por aspectos pessoais, profissionais e econômicos, famílias estão adotando uma abordagem estratégica para garantir o bem-estar de seus filhos.

Nesse contexto, o renomado planejador financeiro, Guilherme Baía, conduziu uma análise minuciosa para entender os custos associados à criação de uma criança ao longo dos anos. O estudo leva em consideração variáveis como despesas médias com educação, lazer, atividades complementares, alimentação e saúde, ajustadas conforme a idade do filho.

Os resultados obtidos revelam uma ampla gama de possibilidades de investimento, variando entre R$ 155 mil e R$ 1,5 milhão, dependendo da classe social e da renda familiar. Baía aponta que famílias com renda mensal de até três salários mínimos podem encarar um investimento total de R$ 155.641,00, enquanto aquelas da classe C, com ganhos de até seis salários mínimos, podem desembolsar cerca de R$ 521.194,00 por filho. Por outro lado, famílias da classe B, com renda de até 10 salários mínimos, podem enfrentar gastos que chegam a R$ 1 milhão. O grupo de classe A, que registra rendimentos de até 25 salários mínimos, pode atingir despesas notáveis de R$ 1.591.271,00.

Guilherme Baía ressalta que a pesquisa proporciona aos pais uma oportunidade de categorizar os gastos, auxiliando-os a identificar áreas de investimento prioritárias, de acordo com seus valores e objetivos na criação dos filhos.

O especialista enfatiza que o dinheiro, embora crucial, deve ser encarado como um meio para atingir metas e não como o próprio fim. Ele enfatiza: “Você não precisa acumular uma quantia específica para ter um filho. Em vez disso, é fundamental considerar o tipo de vida que deseja proporcionar ao seu filho e, a partir daí, determinar a quantia necessária”. (Portal Debate, com O Liberal)

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