Mercado financeiro projeta redução da Selic para 13,5% ao ano

De acordo com o boletim Focus, a previsão é de que a taxa básica seja reduzida em 0,25 ponto percentual, chegando a 13,5% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia nesta terça-feira (1º) sua quinta reunião do ano, em Brasília, com o objetivo de deliberar sobre a taxa básica de juros, a Selic, atualmente estabelecida em 13,75% ao ano.

A expectativa é que esse percentual seja reduzido, considerando a queda na inflação nos últimos meses. Se confirmado, será o primeiro corte desde agosto de 2020, quando os juros foram reduzidos de 2,25% para 2% ao ano.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou na última sexta-feira (28) que o caminho está “pavimentado” para a queda da Selic. Desde o início do ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem criticado os juros altos, alegando que o percentual prejudica investimentos e que não há justificativa para a Selic permanecer nesse patamar.

Embora a taxa básica tenha parado de subir em agosto de 2020, ela ainda se mantém no nível mais alto desde o início de 2017, e os efeitos desse aperto monetário já são perceptíveis na desaceleração da economia. De acordo com o boletim Focus, a previsão é de que a taxa básica seja reduzida em 0,25 ponto percentual, chegando a 13,5% ao ano.

O mercado financeiro projeta que a Selic encerre 2023 em 12% ao ano. A decisão será anunciada pelo Copom na quarta-feira (2), ao fim do dia. A taxa Selic é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Além disso, é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação.

Quando o Copom eleva a taxa básica, busca conter a demanda aquecida, impactando os preços, pois juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, podendo também dificultar o crescimento econômico. Por outro lado, a redução da Selic tende a tornar o crédito mais acessível, incentivando a produção e o consumo, o que contribui para controlar a inflação e impulsionar a atividade econômica. (Portal Debate, com O Liberal)

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