A representação icônica de Jesus Cristo com traços europeus tem sido alvo de questionamentos à luz de novos avanços tecnológicos. Com base em sua origem no Oriente Médio, historiadores e especialistas em estudos bíblicos apontam para uma possível aparência mais alinhada com a de um judeu da Galileia do primeiro século. Graças à inteligência artificial e técnicas avançadas, agora podemos vislumbrar uma imagem mais próxima da realidade histórica de Jesus.
A Bíblia não oferece muitas informações sobre a aparência física de Jesus, mas estudiosos como Joan E. Taylor acreditam que ele teria características típicas de um homem do Oriente Médio – cabelos escuros, olhos castanhos e pele morena. A imagem simbólica de Jesus, ao longo dos séculos, foi frequentemente moldada por elementos de idealização e empréstimos culturais de outras tradições.
Essa idealização também encontrou suporte nas visões descritas no livro do Apocalipse, onde João descreve uma figura semelhante ao ‘Filho do Homem’ com atributos divinos associados a Zeus. Em busca de se afastar do conceito ocidentalizado, um documentário da BBC, liderado por Richard Neave em 2001, empreendeu a busca pelo verdadeiro rosto de Jesus.

Três crânios do primeiro século, provenientes da região de Jesus, foram utilizados em um processo que combinou tomografia computadorizada com modelagem 3D. O resultado foi uma imagem que se aproximava, segundo os especialistas, da aparência histórica de Jesus, remetendo à sua origem judaica. (Portal Debate, com O Liberal)


