ONU visita locais de atendimento a refugiados em Belém

Um dos principais destaques da visita foi a redução significativa da taxa de óbitos de indígenas migrantes em Belém
Gestão municipal de Belém recebeu comitiva da Onu para discutir questões voltadas ao atendimento aos refugiados — Foto: Ascom/Funpapa

Uma comitiva das Nações Unidas voltada para Refugiados, a Acnur, esteve em Belém nesta semana para conhecer o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Outeiro, que atende a população migrante e refugiada, em especial indígenas venezuelanos da etnia Warao. O objetivo da visita foi avaliar os desafios, avanços, conquistas e metas do município em relação ao acolhimento e atendimento aos refugiados, além de fortalecer a parceria entre a Prefeitura de Belém e a ONU.

Durante o encontro, o porta-voz responsável por fiscalizar as implementações realizadas no Brasil, Porter Illi, esteve presente. A comitiva também teve a oportunidade de conhecer as políticas implementadas pela OIM, na Casa da ONU, localizada no bairro de Nazaré.

Um dos principais destaques da visita foi a redução significativa da taxa de óbitos de indígenas migrantes em Belém, que antes representava 40% do total de óbitos no Brasil. A chefe do escritório do Acnur de Belém, Janaína Galvão, destacou o esforço da gestão municipal para melhorar a questão humanitária e o acolhimento dos refugiados.

Porter Illi reconheceu os desafios enfrentados pelo governo local, mas ressaltou os benefícios advindos da parceria com as agências da ONU. Ele agradeceu o exemplo que Belém tem dado aos demais municípios e estados na questão do atendimento aos refugiados.

Belém recebeu o selo Migracidades, concedido pela Organização Internacional de Migrações (OIM) da ONU, pelo segundo ano consecutivo. A cidade está habilitada para receber o selo pelo terceiro ano, o que a eleva a um status de cidade modelo no atendimento aos refugiados, segundo o presidente da Fundação Papa João XXIII (Funpapa), Alfredo Costa.

Durante a visita, a comitiva realizou a doação de kits de equipamentos de informática, que serão destinados ao Cras e ao Núcleo de Atendimento ao Migrante e Refugiado (Namir). A medida tem o intuito de potencializar o atendimento dessa população, que muitas vezes requer a visita in loco dos técnicos e cadastradores em regiões de difícil acesso. A parceria com a ONU tem sido fundamental para o aprimoramento do atendimento aos refugiados em Belém. (Portal Debate, com o g1 Pará)

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