No primeiro semestre deste ano, as exportações do Pará totalizaram US$ 10,2 bilhões, representando uma queda de 4,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). O Estado possui uma participação de 6,35% no total exportado pelo Brasil e ocupa a sexta posição no ranking dos maiores exportadores do país.
A desvalorização cambial é apontada como um dos principais motivos para a queda no valor das exportações em dólares. O economista Douglas Alencar explica que, como o Pará é um exportador de commodities com baixo valor agregado, a competitividade internacional é afetada pela taxa de câmbio. Ele ressalta a dependência do estado em relação à concorrência internacional e destaca que qualquer variação na taxa de câmbio tem um impacto significativo nas exportações.
Os minérios, especialmente o minério de ferro e o minério de cobre, representaram a maior parte das exportações no primeiro semestre, com 54% e 11% de participação, respectivamente. Outros produtos importantes incluem soja, alumina, ferro-gusa, alumínio, carne bovina, elementos químicos inorgânicos e madeira.
Quanto às importações, o Pará registrou um valor de US$ 1,12 bilhão no mesmo período, com uma queda de 5,9%. A participação do estado no total importado pelo Brasil foi de 0,9%, ocupando a 17ª posição no ranking dos maiores importadores. O saldo da balança comercial paraense foi positivo, chegando a US$ 9,14 bilhões no primeiro semestre.
Os principais itens importados pelo Pará foram adubos e fertilizantes, elementos químicos inorgânicos, produtos residuais de petróleo, óleos combustíveis de petróleo, carvão, veículos automóveis para transporte de mercadorias, instalações e equipamentos de engenharia civil e construtores, e pneus de borracha, entre outros.
A expectativa para o próximo período depende da taxa de câmbio e do crescimento econômico da China. Uma possível redução na taxa de juros Selic, além do crescimento chinês e o impacto na valorização do minério de ferro, pode resultar em uma melhora nas exportações paraenses. Para alcançar resultados melhores na balança comercial, é necessário aumentar o valor agregado dos produtos exportados, reduzindo a dependência das commodities e estimulando a criação de empresas que agreguem valor aos produtos exportados. (Mateus Nino, com informações de Mdic)


