O caso do roubo de 16 kg de ouro, ocorrido em 12 de maio deste ano, na rodovia BR 163, entre o distrito de Moraes Almeida e Caracol, região garimpeira de Itaituba, teve um novo desenvolvimento com o depoimento de um dos acusados. Segundo o jornal O Impacto, de Santarém, Ramir Ramon Souza Silva revelou que, após o crime, eles foram abordados e torturados por policiais militares, que buscavam informações sobre o paradeiro do ouro.
Em seu depoimento à Polícia Civil do Amapá, Ramir, que já havia trabalhado no transporte de ouro, afirmou que foi coagido e ameaçado por desconhecidos, sendo forçado a participar do roubo. Ele contou que, sob pressão, ele e Renato, outro acusado, receberam ordens para deixar dois carros em um local específico. Ao retornarem no dia seguinte para buscar os veículos, descobriram que o ouro estava dentro de um deles. Apavorados, eles jogaram o pacote fora, mas foram surpreendidos por uma viatura da Polícia Militar.
Ramir alegou que foram detidos, interrogados e torturados pelos policiais, que queriam saber onde estava o ouro. Após confessarem, os policiais teriam encontrado o ouro e ficado com ele. Depois de serem liberados, eles receberam instruções para desaparecer e incendiar o carro.
Após a prisão de outros suspeitos, Pablo e Rodrigo, Ramir e Renato fugiram para o Amapá. Ramir afirma desconhecer a identidade dos autores do roubo. As autoridades continuam investigando as alegações feitas.
Quatro pessoas foram indiciadas pelo crime: Pablo Henrique Mendonça Alves, 24 anos, residente em Itaituba; Rodrigo Dias Reis, 23 anos; Ramir Ramon Souza Silva, 20 anos; e Renato Garcia Dias Pinto, 20 anos. Os três últimos informaram que moram em Santarém. Todos foram liberados e aguardam o desenrolar das investigações. Até o momento, o ouro roubado ainda não foi encontrado. (Mateus Nino, com informações de O Impacto)


