Fiscalização da Marinha provoca tumulto na Orla de Marabá

O problema é que em Marabá, não há nenhum posto para tirar a habilitação do “rabeteiro” e documentação do barco.
Crédito: Redes Sociais

MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ – Na manhã deste sábado (08/07), os “rabeteiros”, que operam tipo de barco pequeno, com motor traseiro, e são responsáveis pelo transporte de banhistas para a Praia do Tucunaré, começaram um protesto após serem proibidos de continuar exercendo o trabalho pela falta de renovação da carteira de habilitação e documentação da embarcação.

A Marinha iniciou a fiscalização nas embarcações na cidade de Marabá, com o envio de uma equipe da Capitania dos Portos de Belém. Composta por 20 militares, entre homens e mulheres, a equipe está alojada no quartel do 52º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS).

A fiscalização tem como foco principal a conscientização dos barqueiros e condutores de lanchas e motos aquáticas. No caso dos barcos responsáveis pelo transporte de banhistas para a Praia do Tucunaré, está sendo exigido a habilitação do “rabeteiro”, a documentação do barco, o uso obrigatório de coletes salva-vidas pelos passageiros, desde o momento de entrada na embarcação até o término da viagem.

Crédito: Redes Sociais

O problema que tem sido o motivo dos protestos é o fato de que em Marabá, não há nenhum posto para tirar ou renovar a carteira de habilitação e a documentação do barco. No momento, apenas dois “rabeteiros” estão habilitados e fazendo o transporte dos banhistas. Em função disso, os desabilitados estão impedindo o trânsito aquático.

Diante desta situação, a Secretaria de Turismo do Governo do Estado do Pará (Setur) tem que ter um posto em Marabá para habilitar os barqueiros e fazer blitz educativa, para depois a Marinha realizar os procedimentos de fiscalização e multas. Vale ressaltar que o maior problema na travessia para a Praia do Tucunaré não são os “rabeteiros” e sim os pilotos de motonáuticas e de grandes lanchas, que causam acidentes, inclusive com vítimas fatais.

A associação dos “rabeteiros” já está tomando as medidas cabíveis. Nesse primeiro momento, será movida uma ação judicial em prol dos trabalhadores. Contudo, boa parte da população marabaense está apoiando a atividade da Marinha.

Como não conseguiu contato com a Capitania dos Portos de Belém, a Redação do Portal Debate deixa o espaço aberto para futuras manifestações. (Portal Debate)

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