No caso do roubo milionário de 16 kg de ouro ocorrido entre o distrito de Moraes Almeida e Caracol, região garimpeira de Itaituba, um dos acusados prestou um depoimento relevante. Segundo informações do jornal O Impacto, de Santarém, Ramir Ramon Souza Silva relatou que, após o crime, teriam sido abordados e submetidos a tortura por policiais militares que buscavam informações sobre o paradeiro do ouro.
Ramir, com experiência prévia no transporte de ouro, afirmou ter sido coagido e ameaçado por desconhecidos, o que o levou a participar do roubo. De acordo com seu depoimento à Polícia Civil do Amapá, ele e Renato, outro acusado, receberam ordens para deixar dois carros em um local específico. Ao retornarem no dia seguinte para recuperar os veículos, encontraram o ouro em um deles. Em seguida, jogaram o pacote fora, mas foram surpreendidos pela presença de uma viatura da Polícia Militar.
Ramir declarou ter sido detido, interrogado e alega ter sofrido agressões por parte dos policiais, que exigiam informações sobre a localização do ouro. Após confessar, ele afirma que os policiais encontraram o ouro e o mantiveram. Após serem liberados, receberam instruções para desaparecer e incendiar o carro.
Em seguida, Ramir e Renato fugiram para o Amapá após a prisão de outros suspeitos, Pablo e Rodrigo. Ramir, entretanto, afirma desconhecer a identidade dos verdadeiros autores do roubo. As autoridades estão investigando as alegações feitas por ele.
Quatro pessoas foram indiciadas pelo crime: Pablo Henrique Mendonça Alves, de 24 anos e residente em Itaituba; Rodrigo Dias Reis, de 23 anos; Ramir Ramon Souza Silva, de 20 anos; e Renato Garcia Dias Pinto, de 20 anos. Os três últimos informaram à polícia que moram em Santarém. Todos foram soltos e aguardam o andamento das investigações.
Até o momento, o ouro roubado ainda não foi localizado. (Mateus Nino, com informações de O Impacto)


