Uma explosão solar de grande magnitude, atingindo o nível X, o mais alto na escala de potência de explosões solares, ocorreu recentemente na região AR3354, uma área particularmente ativa do Sol. Esse evento causou problemas na costa oeste dos EUA, afetando a propagação de sinais de rádio.
Segundo a Nasa, a explosão resultou na saturação da atmosfera com partículas que impediram a propagação de sinais de rádio ao longo da costa oeste dos EUA e em países do Oceano Pacífico. Apesar da intensidade e da atividade significativa, os efeitos foram menos graves do que inicialmente previsto.
No entanto, espera-se que ocorram mais explosões solares em breve, uma vez que a atividade solar está em um pico de 11 anos, parte de um ciclo previsível de atividade variável da estrela. De acordo com o Observatório Real da Bélgica, a quantidade atual de manchas solares atingiu seu pico em 21 anos, com uma média de 163 manchas registradas diariamente. Essas manchas solares estão associadas à atividade magnética intensa e são locais propícios para ocorrência de explosões solares.
As explosões solares resultam de distúrbios no campo magnético do Sol, que ocorrem por meio de reconexões e rupturas no campo, principalmente em regiões de manchas solares. Quanto maior o número de manchas solares, maior é a probabilidade de ocorrerem explosões solares.
Embora não tenha ocorrido uma ejeção de massa coronal nesta explosão mais recente, em alguns casos mais intensos, o Sol pode liberar grandes quantidades de material estelar diretamente para o espaço. A região AR3354, sendo particularmente ativa, desencadeou essa explosão solar, que teve impacto específico na costa oeste dos EUA. (Mateus Nino, com informações de Força do Vale)


