MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ — Na manhã desta quinta-feira (6/7), a Polícia Federal (PF) deflagrou a “Operação Embarque Negado”, com o objetivo de investigar possíveis financiadores dos atos de invasão ao Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, ocorridos em dezembro de 2022. Durante a ação, o pecuarista Ricardo Guimarães de Queiroz, atual presidente do Sindicato Rural de Marabá, foi preso em flagrante. Contra Guimarães, havia apenas um mandado de busca e apreensão, mas os agentes encontraram armas ilegais em sua residência, o que levou à prisão em flagrante.
A investigação diz respeito aos eventos ocorridos nos dias 2 e 8 de dezembro de 2022, quando um grupo de pessoas invadiu a área de acesso restrito e adjacências do Aeroporto Internacional JK, causando sérios transtornos à segurança aérea e ao funcionamento do aeroporto.
A “Operação Embarque Negado” abrange três unidades da Federação, sendo elas Marabá/PA, Água Boa/MT e o Distrito Federal. Ao todo, estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão como parte das investigações.
Os envolvidos estão sendo investigados por crimes como atentado contra a segurança de transporte marítimo, fluvial ou aéreo, atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública e associação criminosa, todos previstos no código penal.
O pecuarista Ricardo Guimarães responde a inquérito por bloqueio de rodovias no Pará. A defesa de Ricardo Guimarães afirma que o produtor rural não participou dos atos terroristas em Brasília. No fim da manhã, depois de prestar depoimento na delegacia local, ele foi liberado pela Polícia Federal de Marabá. (Mateus Nino/Portal Debate)
Matéria atualizada às 12h15, de 6 de julho de 2023

