Falta d’água em Marabá evidencia problemas de Cosanpa e Equatorial

Problemas recorrentes de energia da Equatorial agravam a situação da Cosanpa, levantando críticas e preocupações sobre a qualidade dos serviços prestados

MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ – A falta d’água que ocorre nesta segunda-feira (26) nos complexos Cidade Nova e Nova Marabá, devido a uma oscilação no fornecimento de energia na Estação de Captação de Água da Cosanpa, trouxe à tona não apenas os problemas enfrentados pela estatal, mas também a insatisfação da população com a concessionária de energia, Equatorial Pará. Os moradores de Marabá têm sido prejudicados por frequentes oscilações de energia, o que agrava ainda mais a situação da prestação de serviços básicos na região.

A falha ocorreu devido à queima de um fusível na Estação de Captação de Água da Cosanpa, causada por uma oscilação no fornecimento de energia elétrica. Embora a empresa estatal tenha realizado a manutenção necessária e aguardado a equipe da Equatorial para religar o fornecimento na subestação, a ocorrência evidencia a fragilidade dos serviços prestados por ambas as empresas, há muitos anos.

A Equatorial, responsável pelo fornecimento de energia elétrica na região, tem sido alvo de críticas constantes por parte da população de Marabá devido às frequentes oscilações e interrupções no serviço. Os moradores relatam prejuízos decorrentes de aparelhos eletrônicos danificados e interrupções nas atividades cotidianas, além dos impactos negativos na infraestrutura de empresas e instituições locais.

A conjuntura em que tanto a Cosanpa quanto a Equatorial apresentam falhas em seus serviços gera indignação entre os moradores. A falta de confiabilidade e a má qualidade dos serviços prestados geram preocupações sobre a capacidade dessas empresas em fornecer condições adequadas de vida à população de Marabá.

Diante desse contexto, os apelos por soluções efetivas têm se intensificado. Enquanto alguns argumentam que a privatização da Cosanpa poderia trazer melhorias na gestão e no investimento em infraestrutura, outros destacam a importância de uma fiscalização mais rigorosa sobre a Equatorial, visando à melhoria dos serviços de energia elétrica.

Nota da Equatorial

A Equatorial Energia Pará informa que suas equipes técnicas constataram um defeito interno na sede da Cosanpa, às 11h16, desta segunda-feira, 26, de responsabilidade da distribuidora de água.

A Equatorial acrescenta que suas equipes técnicas prestaram orientações a Companhia sobre o defeito.

Privatização

A Cosanpa, criada em 1970 para substituir o Departamento de Águas e Esgotos, é responsável pela expansão do sistema de abastecimento de água em todo o território paraense.

Para muitos moradores que sofrem com as consequências negativas em relação ao saneamento básico, a venda da Cosanpa para a iniciativa privada representa a esperança de dias melhores. Alegam que a estatal não tem cumprido os requisitos mínimos de saúde financeira exigidos pelo Novo Marco Legal do Saneamento, em vigor desde julho de 2020, e argumentam que a privatização poderia trazer investimentos e melhorias no serviço prestado.

Por outro lado, os trabalhadores da estatal afirmam que a precarização da empresa foi planejada pelo governo estadual, como forma de fortalecer a justificativa para sua privatização. Apontam que a presidência da Cosanpa sempre foi ocupada por indicações políticas e que nunca um servidor de carreira esteve à frente da gestão.

O governador Helder Barbalho, que havia prometido não privatizar a Cosanpa durante sua campanha, sinaliza agora um interesse contrário. A nomeação de José Fernando Gomes Júnior, ex-secretário de Energia e Mineração, como presidente da companhia neste ano, foi vista como um indício de apoio à venda da estatal. Rumores indicam que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estaria disposto a financiar a parceria com uma empresa privada. (Portal Debate)

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