Operação integrada combate crime de exploração sexual infantil em Marabá

A operação DOMIDUCA V aconteceu na última sexta-feira (12/05).
Crédito: Redes Sociais

MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ – Em alusão ao Maio Laranja, que visa a conscientização acerca da exploração sexual infantil, a Polícia Civil de Marabá, por meio da Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (DEACA), participou da operação DOMIDUCA V na última sexta-feira (12/05).

A operação DOMIDUCA V, que teve como foco o combate à exploração sexual de crianças e adolescentes, foi realizada em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). A ação também contou com a presença da Rede Socioassistencial do município, envolvendo os Conselhos Tutelares e os centros de referência social, Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) do núcleo Nova Marabá e Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS) da Cidade Nova.

De acordo com o superintendente de Polícia Civil, delegado Vinícius Cardoso, foram realizadas atividades repressivas e preventivas em 10 pontos estratégicos de Marabá, previamente mapeados pela PRF, com histórico de altos índices de prostituição infantil.

Confira:

Através da ação integrada entre os órgãos de segurança pública e as instituições assistenciais, foi possível promover diálogo com a população acerca da importância do enfrentamento às violações de direitos sofridas pelos vulneráveis, além de fiscalização em bares e setores considerados críticos.

Celebração – O Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é celebrado em 18 de maio. A data faz memória à menina capixaba Araceli Crespo, de apenas oito anos de idade. Ela foi sequestrada, drogada, espancada, estuprada e morta em 1973.

A violência sexual de crianças e adolescentes pode ocorrer em várias idades (incluindo bebês). O abuso sexual se configura quando a criança é utilizada por adulto, ou até um adolescente, para praticar algum ato de natureza sexual. Já a exploração sexual é quando eles são utilizados com propósito de troca ou de obter lucro financeiro ou de outra natureza em turismo sexual, tráfico, pornografia, ou também em rede de prostituição.

Assim que for identificada a violência sexual, antes mesmo de conversar com a vítima, é importante entrar em contato com profissional que possa colaborar e dar o encaminhamento correto de acordo com o caso, conforme a Lei nº. 13.431/2017.

Havendo alguma suspeita é possível fazer a denúncia por meio do canal Disque 100. A ligação é gratuita e funciona todos os dias da semana, por 24h, inclusive sábados, domingos e feriados. A denúncia pode ser feita também na Polícia Militar, pelo número 190, ou Polícia Rodoviária Federal, pelo 191. O sigilo é garantido, e as ligações podem ser feitas por aparelhos fixos ou móvel. (Portal Debate)

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