Professora presa pela PF pode perder cargo público em Marabá

Beatriz Campos é concursada e deverá sofrer Processo Administrativo Disciplinar, nos termos do Regime Jurídico Único dos Servidores Municipais, tendo a oportunidade de apresentar defesa e contraditório
Foto: Redes Sociais

MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ — A professora Claudebir Beatriz da Silva Campos, que leciona na Escola Municipal Ida Valmont, em Marabá, pode perder o cargo público em razão de sua participação na invasão aos prédios dos Três Poderes em Brasília, ocorrida no dia 8 de janeiro de 2023. A Polícia Federal deflagrou a Operação Lesa Pátria, resultando na prisão de 16 pessoas em diferentes estados do Brasil, incluindo a professora de Marabá.

Os mandados de prisão preventiva e busca e apreensão foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e a professora é acusada de envolvimento em atos golpistas e crimes que incluem abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido, de acordo com a Polícia Federal.

Diante dessas acusações, a professora Beatriz Campos, que é concursada na Prefeitura de Marabá, poderá ser alvo de um Processo Administrativo Disciplinar, nos termos do Regime Jurídico Único dos Servidores Municipais, podendo resultar na perda de seu cargo público na Escola Municipal Ida Valmont. A participação em atos golpistas e crimes contra o Estado Democrático de Direito é incompatível com a função de educadora e com os princípios éticos e legais que regem o serviço público.

A professora Beatriz Campos também foi candidata a deputada estadual pelo Partido Liberal nas últimas eleições, o que torna sua participação em atos golpistas ainda mais contraditória, uma vez que a democracia e o respeito às instituições são valores fundamentais do sistema democrático. A prisão da professora no âmbito da Operação Lesa Pátria evidencia a gravidade das acusações e a necessidade de apuração rigorosa dos fatos.

A Escola Municipal Ida Valmont e a comunidade escolar de Marabá estão acompanhando com atenção os desdobramentos do caso, aguardando os resultados do Processo Administrativo Disciplinar que a professora deverá enfrentar em razão de sua atuação no 8 de janeiro. (Mateus Nino/Portal Debate)

Relacionados

Postagens Relacionadas

Nenhum encontrado

Cadastre-se e receba notificações de novas postagens!