Acusado de matar empresário com droga adulterada vai a júri no Pará

Condenado por outro crime, réu volta a júri após morte de João de Deus Pinto Rodrigues em 2015

Jefferson Michel Miranda Sampaio, já condenado há 15 anos de reclusão por tráfico de drogas, volta ao Tribunal do Júri nesta segunda-feira (20). Ele é acusado de ter causado a morte do empresário João de Deus Pinto Rodrigues, de 27 anos, em fevereiro de 2015, após overdose causada por droga dentro de uma boate em Belém. O júri pode se estender por dois dias.

A sessão ocorre no fórum da capital e é presidido pela juíza Carolina Cerqueira de Miranda Maia, que responde pela 2ª vara de Belém .

Na manhã desta segunda-feira estão presentes quatro testemunhas de acusação e três, de defesa. Ao todo, 18 testemunhas são aguardadas para depor.

Para o MP, Jefferson teria vendido propositalmente uma droga adulterada à vítima, com o objetivo de matá-lo. O g1 não conseguiu contato com a defesa do réu.

João Rodrigues se pronunciou a respeito da prisão de suspeito de ter vendido a droga ao seu filho João de Deus, morto por overdose em 2015 — Foto: Reprodução/Facebook

João Rodrigues se pronunciou a respeito da prisão de suspeito de ter vendido a droga ao seu filho João de Deus, morto por overdose em 2015 — Foto: Reprodução/Facebook

Em fevereiro de 2015, o empresário João de Deus Pinto Rodrigues morreu após uma overdose durante um aniversário em uma boate localizada no bairro do Reduto, em Belém.

Na época, 20 pessoas foram ouvidas em depoimento e a maioria apontou Jefferson Michel Miranda Sampaio como fornecedor de bala (Ecstasy) e Doce (LSD) nas principais festas que aconteciam na cidade.

A 3ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri instaurou um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) e chegou à conclusão de que foi uma “overdose encomendada” e as investigações apontaram Jefferson como o traficante que teria vendido a droga a João de Deus.

A promotora Rosana Cordovil pediu a prisão preventiva do acusado e o suspeito se apresentou à polícia no dia 19 de setembro de 2017.

“A prisão e punição dos responsáveis pela morte do meu amado filho não o trará de volta, tampouco colocará fim à saudade, que sei ser eterna”, lamentou o empresário e pai da vítima, João de Deus Pinto Rodrigues, em texto publicado nas redes sociais na época da prisão do suspeito.

Caso João de Deus Rodrigues: pai se manifestou sobre prisão de acusado na morte do filho — Foto: Divulgação

Em fevereiro de 2018 ocorreu a primeira audiência de instrução na 2ª Vara do Júri de Belém, que apurava a responsabilidade criminal de Jefferson Miranda, até então suspeito de homicídio qualificado.

A audiência instruiu o processo para judicializar as provas produzidas no inquérito policial e na apuração feita pelo Ministério Público, e fornecer provas para análise do juiz. (Portal Debate, com g1 Pará)

Relacionados

Postagens Relacionadas

Nenhum encontrado

Cadastre-se e receba notificações de novas postagens!