Pará ainda não tem data para começar a vacinar contra MPox

Primeira remessa foi entregue à Sespa com 747 doses

A campanha nacional de vacinação contra a Monkeypox já começou na segunda-feira (13). No Pará, ainda não há previsão. Uma reunião ainda vai definir a distribuição das doses.

Depois de atraso, o Pará recebeu na quarta-feira (15) do Ministério da Saúde o primeiro lote das vacinas Jynneos contra a varíola causada pelo vírus monkeypox (Mpox).

Foram 747 doses recebidas pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

A Sespa informou que serão vacinados grupos prioritários e que a vacina deve ser ministrada em duas doses, com intervalo mínimo de 28 dias. A indicação é para uso em profilaxia pré e pós-exposição ao vírus.

O Ministério da Saúde não recomenda o uso desta vacina para imunização em massa da população, de acordo com a Sespa.

O governo anunciou que o público-alvo elencado envolve

  • pessoas vivendo com HIV/Aids (PVHA): homens cisgêneros (que se identificam como homens), travestis e mulheres transexuais que tenham idade igual ou superior a 18 anos e status imunológico identificado pela contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células, nos últimos seis meses.
  • profissionais do Laboratório Central do Estado (Lacen) que trabalham diretamente com Orthopoxvírus em ambientes com nível de biossegurança 3 (NB-3), na faixa etária de 18 a 49 anos.

A Sespa disse que vai fazer um anúncio do recebimento das doses na reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que na sede da Secretaria, em Belém, prevista para a tarde desta quinta-feira (16).

A distribuição das primeiras 709 vacinas deve ocorrer mediante o que for pactuado com os secretários municipais de Saúde na reunião.

Outras 38 doses devem ser disponibilizadas para atendimento de pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções de pessoas suspeitas ou confirmadas para Mpox.

Pessoas diagnosticadas com o vírus, e/ou com lesões suspeitas, não poderão receber a vacina. O imunobiológico foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Até o dia 13 de março, o Pará contabilizava 123 casos de Mpox. Os casos ocorreram nas seguintes cidades: Belém (85), Ananindeua (20), Santarém (4), Marituba (3), Parauapebas (2), Barcarena (1), Paragominas (1), Marabá (01), Acará (1), Benevides (1), Itaituba (1), Portel (1), Vigia de Nazaré (1) e Castanhal (1).

Outros 144 casos foram descartados. Não há ocorrências sendo investigadas. Um óbito foi confirmado em Belém. O acompanhamento e monitoramento dos pacientes são feitos pelas secretarias municipais de Saúde.

A Mpox é uma doença viral, e a transmissão entre humanos ocorre principalmente por meio de contato com lesões de pele de pessoas infectadas.

A infecção causa erupções, que geralmente se desenvolvem pelo rosto e se espalham para outras partes do corpo.

Os principais sintomas são febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfadenopatia, calafrios e fadiga. (Portal Debate, com g1 Pará)

Relacionados

Postagens Relacionadas

Nenhum encontrado

Cadastre-se e receba notificações de novas postagens!