MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ – Nesta quarta-feira (1/3), a Escola Municipal de Ensino Fundamental Anísio Teixeira, localizada na Avenida Nagib Mutran, Bairro Belo Horizonte, iniciou o “mês das mulheres” com a exposição “50 anos sem Tarsila do Amaral”, em Marabá, no sudeste do Pará.
A exposição coordenada pelas professoras “Josina Reis” e “Rita Costa” começou às 9h e seguirá até à sexta-feira (3/3). O evento literário tem como público alvo os alunos do ensino fundamental e médio da própria Escola Anísio Teixeira e amantes das artes plásticas. A exibição contou com obras de artes e biografia da artista Tarsila de Aguiar do Amaral, reproduzidas pelos estudantes.
Tarsila do Amaral foi uma foi uma pintora e desenhista da primeira fase do movimento modernista brasileiro. A artista morreu, há 50 anos, em 17 de janeiro de 1973. Ao longo da trajetória, ela foi figura central na consolidação do movimento modernista, que pregava a ruptura da arte brasileira com o estilo clássico adotado na Europa.
Ao lado dos escritores Oswald de Andrade e Raul Bopp, Tarsila inaugurou o movimento denominado “Antropofagia”. Tarsila do Amaral estudou em São Paulo em uma escola de freiras e no Colégio Sion. Completou seus estudos em Barcelona, na Espanha, onde pintou seu primeiro quadro, “Sagrado Coração de Jesus”, aos 16 anos.
De sua volta ao Brasil, em 1906, Tarsila casou-se com André Teixeira Pinto, primo de sua mãe, com quem teve uma filha, Dulce Pinto. Em 1916, Tarsila começou a estudar no ateliê de William Zadig, escultor sueco radicado em São Paulo. Com ele aprendeu a fazer modelagem em barro. Em 1920, separou-se de André Teixeira e foi para Paris, onde estudou na Academia Julian, escola de pintura e escultura.
Há décadas, a Escola Anísio Teixeira lidera a preferência dos estudantes de Marabá devido a sua identidade positiva diante da população. A unidade de ensino sempre esteve à frente do ranking das escolas que mais aprova alunos nas instituições de ensino superior Brasil afora. A exposição “50 anos sem Tarsila do Amaral” contribui bastante para o aprendizado dos estudantes e para fortalecer o nome da conceituada escola de Marabá. (Ingrid Sales/Portal Debate)


