No dia 15 de fevereiro de 2023, o agente de segurança patrimonial, Flávio Duarte Ferreira, de 38 anos, registrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência, dizendo que havia levado uma “surra de corrente” de seu coordenador Josafá Rozal de Souza, no posto do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), localizado na Rua Carajás, Bairro Novo Horizonte, núcleo Cidade Nova, em Marabá, no sudeste do Pará.
De imediato, a Secretaria Municipal de Segurança Institucional (SMSI) afastou Josafá Souza do exercício de sua função e determinou a abertura de um PAD (Processo Administrativo Disciplinar) para apurar os fatos. Já à tarde, por volta de 16h, o então coordenador de segurança patrimonial compareceu a 21ª Seccional Urbana e disse que Flávio Ferreira foi quem o recebeu a pedradas no posto do Instituto Nacional de Meteorologia, durante uma ronda de rotina.
No relato policial, consta ainda que Flávio Ferreira seria usuário de drogas, corrupto e cometia pequenos furtos em seu local de trabalho. Depois de muitas “idas e vindas”, Flávio Ferreira gravou um vídeo e publicou, nas redes sociais, esclarecendo o ocorrido e isentando Josafá Souza da prática de qualquer agressão física. O caso ganhou repercussão e a narrativa se inverteu.
Na gravação, o agente de segurança patrimonial mostra uma carta, onde estaria relatado tudo o que ocorreu, no dia 15 de fevereiro de 2023. No vídeo, Flávio se queixou de que algumas pessoas que supostamente teriam se aproveitado de um momento de fragilidade, pois ele estaria sob efeito de entorpecentes, e fizeram com que ele falasse as calúnias divulgadas sobre seu chefe imediato, Josafá Souza.
Abatido e emocionado, Flávio Ferreira afirma que é dependente químico, sua família está sofrendo bastante com a situação em que ele se meteu e pede ajuda para realização de um tratamento para se ver livre da dependência química. “Eu estou precisando de ajuda”, finalizou. A reportagem do Portal Debate conversou com a Secretaria de Comunicação Social (Secom), da Prefeitura de Marabá (PMM), a respeito do tratamento solicitado por Flávio Ferreira.
Segundo a Secom, o servidor será encaminhado para o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas (Caps-AD), no Núcleo Nova Marabá, onde passará por uma triagem e depois será encaminhado para atendimento médico especializado. Rola nos bastidores que Flávio é contumaz em arrumar encrenca no local onde trabalha. Nos últimos meses, ele já teria sido transferido três vezes devido às confusões que ele arrumou sob o efeito de drogas. (Pedro Souza/Portal Debate)


