O Tribunal do Júri absolveu nesta quarta-feira (15) José Fernando Pinheiro Cavalcante de participação no assassinato de uma jovem grávida no bairro da Pratinha, distrito de Icoaraci, em Belém. A vítima estava grávida de 9 meses e a dois dias do parto.
José Cavalcante, também conhecido como “Gordinho” ou “X-Tudão”, tinha 18 anos na época. Diante do júri, ele contou que foi ameaçado por traficantes para revelar onde Ana Gabrielly Silva de Almeida, de 21 anos, estava escondida.
A promotoria de justiça se manifestou sustentando a participação do réu no crime. Segundo a polícia, o réu era usuário de drogas e repassou informações e localização da vítima.
A morte da jovem foi decretada pela facção há cerca de dois anos, o que a motivou a se mudar para o endereço da mãe adotiva, no bairro do Paar.
No dia do crime, em 5 de outubro de 2020, Ana Gabrielly Almeida estava na casa da mãe biológica, no bairro da Pratinha II.
Os criminosos, vestidos de garis, invadiram a casa e efetuaram dois disparos na barriga e cinco tiros na cabeça da vítima. Ana Almeida e o bebê, uma menina, morreram no hora.
Segundo a polícia, a motivação do crime foi porque integrantes da facção criminosa acreditavam que a jovem estava repassando informações da organização para a polícia.
Além de José Cavalcante, outras quatro pessoas respondem pelo crime, sendo um na condição de foragido. Uma mulher é a quinta envolvida e um sexto acusado teve extinta a punibilidade por causa de morte.
Os nomes dos acusados são: Jhonny Corrêa de Souza, Camila Fernanda Barroso, Carlos Daniel da Silva Costa, Daniel da Silva dos Santos, Ewerton da Silva Cruz, Marlon da Silva Cruz. (Portal Debate, com g1)


