A estudante universitária Isadora Rodrigues foi surpreendida ao retornar para casa no fim da segunda-feira (23), quando, ao ligar seu carro, percebeu uma jiboia no capô do veículo. O carro estava estacionado dentro de uma faculdade particular, em Belém, onde estuda.
A universitária conta que entrou em pânico e, ainda em desespero, conseguiu pedir ajuda para um dos funcionários da instituição.
“Eu vi a cobra quando eu já estava dentro do carro, pronta para ir embora, já tinha ligado o carro e já ia sair. Aí eu vi um negócio estranho no capô do carro e minha primeira reação foi pensar que era uma cobra”, conta.
“Nessa hora eu já estava super nervosa, meu coração doendo. Mas eu pensei que era imaginação minha, que podia ser um sapo ou uma folha, pensei ainda que poderia ser minha vista ruim, pois eu uso óculos”, relata a estudante.
De acordo com o biólogo Victor Hugo Costa, a espécie não é venenosa, e sua aparição em ambientes é recorrente na região.
“Com a urbanização desenfreada, é comum dessas espécies virem para a cidade atrás de comido: ratos. E o lixo das cidades atrai esses roedores”.
O biólogo explica ainda que a escolha da jiboia se abrigar no capô do carro, ainda que parece algo inusitado, faz sentido para as necessidades desta espécie.
“Como provavelmente o motor do carro devia estar um pouco quente, se torna um lugar atrativo, porque a cobra gosta desses ambientes para regular a sua temperatura. Além disso, é um lugar menos, mais fechado, uma ‘toca’ pra ela conseguir se esconder, já que a jiboia não gosta de contato com seres humanos”.
Apesar do susto provocado na estudante, Victor destaque que a jiboia é uma espécie que raramente ataca pessoas.
“É muito tranquila. A não ser que a pessoa pise no animal ou manuseie a cobra de forma incorreta, pode tocar na jiboia sem medo”.
Ao encontrar uma cobra, o ideal é acionar a PM Ambiental ou os bombeiros, que farão a captura de maneira segura e e devolverão o animal à natureza. (Portal Debate, com g1 Pará)


