O sargento da Polícia Militar Walmir Navarro foi afastado preventivamente do serviço operacional da corporação até a conclusão das investigações do caso de agressão contra um adolescente de 15 anos em Ourilândia do Norte, no sul do Pará. Um inquérito policial militar foi instaurado, segundo a PM.
No dia das agressões, o militar estava à paisana e a família afirma que ele ainda estaria alcoolizado, além de atribuir violência a racismo.
O caso foi na terça-feira (3) e corre sob sigilo pela delegacia de Polícia Civil no município. Segundo familiares, o adolescente trafegava de moto na rua, quando o policial sem farda ordenou que ele parasse gritando: “Ei, neguinho“, e em seguida começaram as agressões.
A Promotoria de Justiça Militar informou que deve determinar instauração de inquérito policial militar e havendo mínimo de plausibilidade jurídica também deve solicitar afastamento do sargento.
“O meu filho não é bandido, não reagiu e ele não fazia nada de errado, mas foi espancado enquanto o agressor dizia que ‘todo negro é bandido’ e por isso que ele bateu no meu filho”, afirma a mãe, que teve a identidade preservada pela reportagem já que a família relata estar sendo ameaçada.
Uma guarnição da PM foi acionada para o local. Após as agressões, o adolescente foi levado para o hospital municipal e precisou ser internado no Hospital Regional Público do Araguaia, em Redenção. O laudo médico apontou traumatismo intracraniano, apresentando desorientação, hematomas no rosto, com sangramentos, além de escoriações e fratura no nariz.
O adolescente recebeu alta na quarta-feira (4) e passa bem. Já o policial prestou depoimento e foi liberado. A delegacia de Polícia Civil responsável pelo caso informou à família que o inquérito sigiloso já foi concluído. (Com informações de G1 Pará)


