Foguete sul-coreano será lançado do Maranhão

O voo do primeiro foguete produzido pela empresa sul-coerana Innospace deve acontecer na Base de Alcântara, como é conhecido o espaçoporto da Agência Espacial Brasileira, localizado no litoral maranhense

Previsto para os próximos dias, o lançamento de foguete na base do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, marca pontapé inicial na parceria público-privada entre o governo federal e a startup aeroespacial da Coreia do Sul para lançamentos de pequenos satélites. As informações são da Agência Brasil.

O voo do primeiro foguete produzido pela empresa sul-coerana Innospace deve acontecer na Base de Alcântara, como é conhecido o espaçoporto da Agência Espacial Brasileira, localizado no litoral maranhense, unidade subordinada à Força Aérea Brasileira.

O foguete HANBIT-TLV, que não é tripulado e possui tecnologia de motor não tóxico e não explosivo, produzido pela Innospace, é um pequeno lançador de satélites e esse será o primeiro voo teste do equipamento produzido na Coreia do Sul.

Durante o lançamento, batizado de Operação Astrolábio, o foguete vai usar propulsores à base de oxigênio líquido e parafina; e seu sistema patenteado de alimentação de bomba elétrica vai levar como carga útil um sistema de navegação inercial.

Esse sistema, desenvolvido por profissionais civis e militares do Instituto de Aeronáutica e Espaço aqui do Brasil.

O voo previsto é de teste, para verificar o desempenho do motor do HANBIT-TLV. O foguete não vai ultrapassar 100 quilômetros de altitude, não entrando em órbita, ou seja, será na categoria suborbital.

O presidente da Agência Espacial Brasileira, Carlos Moura, fala da importância da Operação Astrolábio.

O contrato firmado entre os sul-coreanos e o governo brasileiro em 2022 tem duração de 5 anos e prevê que a partir do ano que vem outros foguetes possam ser lançados de Alcântara.

O Centro de Lançamento do município maranhense é tido como estratégico no mercado espacial por causa de sua proximidade de apenas 17 minutos em relação à Linha do Equador, fazendo com que os voos partindo de lá cheguem mais rápido ao espaço, resultando em economia de combustível, um dos principais gastos para essa operação.

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