A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (13/12), a Operação “#LuxuryLiving”, com objetivo de obter evidências da prática de lavagem de dinheiro no Brasil por pessoa estrangeira politicamente exposta.
Foram cumpridos simultaneamente cinco mandados de busca e apreensão, sendo um em Paris (França), dois em Lisboa (Portugal) e dois na região de Zurique (Suíça). As medidas realizadas foram solicitadas pela PF aos países requeridos por meio de Cooperação Jurídica Internacional, a qual tramitou via autoridades centrais dos países envolvidos.
Autoridades francesas, portuguesas e suíças analisaram e acolheram os pedidos solicitados, de acordo com as regras e leis vigentes em seus respectivos países. Na França, o cumprimento dos mandados contou com a colaboração de policiais franceses lotados no denominado Groupe des Biens mal Acquis, o qual é vinculado ao Office Central pour la Répression de la Grande Délinquance Financiére da Polícia Judiciária francesa.
Em Portugal, o cumprimento dos mandados contou com a colaboração da Polícia Judiciária portuguesa e do Ministério Público português, e na Suíça com autoridades do Ministério Público da Confederação e policiais daquele país.
A PF contou ainda com apoio de suas adidâncias e oficialatos de ligação no exterior (Haia, Lisboa e Paris) para planejamento e execução da operação. As medidas realizadas constituem a segunda fase da investigação denominada “Salvo Conduto”, deflagrada pela PF em outubro de 2018.
A investigação visa, em resumo, entre outros fatos, a apuração da aquisição, reforma e ocultação de um apartamento de alto luxo (cobertura) situado em São Paulo/SP, o qual foi adquirido por interpostas empresas de fachada estrangeiras (shell companies), com recursos potencialmente ilícitos.
A operação denominou-se “#LuxuryLiving”, pois, segundo informações públicas, o principal investigado costumava utilizar a hashtag “LuxuryLiving” ao postar fotografias de seu estilo de vida luxuoso em redes sociais. (Com informações da Polícia Federal)


