Coletivo ‘Consciência Negra em Movimento’ pede apoio em Marabá

Erick Belém utilizou a Tribuna da Câmara Municipal de Marabá (CMM), na terça-feira (29), para denunciar os casos de racismo na Terra de Francisco Coelho.
Erick de Belém Oliveira - Foto: CMM

MARABÁ (PA) – No mês da Consciência Negra, a Câmara Municipal de Marabá (CMM) abriu espaço para Erick de Belém Oliveira, ativista co-fundador do Coletivo Consciência Negra em Movimento. Ele usou a tribuna da Câmara na sessão desta terça-feira, dia 29 de novembro de 2022.

“Faço parte do Coletivo Consciência Negra, que atua em Marabá há mais de 20 anos. Com essa nomenclatura, possuímos 12 anos de atividades. A gente se propõe justamente a combater o racismo”.

Após apresentar a entidade, Erick Belém leu um manifesto sobre o racismo e a luta para se opor a esse tipo de ação. “Nós, população negra organizada, mulheres, quilombolas, pretos e pretas com distintas confissões de fé, especialmente os que professam religiões de matriz africana, LGBTQIA+ e outros, viemos a público exigir erradicação do racismo e denunciar a sistemática prática genocida contra o nosso povo”.

De acordo com Erick Belém, é preciso denunciar que é no Brasil que se produz a forma mais perversa de racismo. “O Brasil possuiu uma história sistemática, organizada e permanente de violência contra a população negra, com uma dívida histórica com esse segmento da sociedade. Portanto, qualquer projeto de país, de democracia, só é possível quando assumimos um firme e real compromisso com o enfrentamento do racismo”.

De posse de dado, o ativista ainda disse ser inadmissível que a pobreza e o desemprego em 2021 fossem quase o dobro para pretos e pardos no Brasil do que para brancos, segundo o IBGE. “É inaceitável que entre as pessoas com ensino superior, os brancos recebam 50% a mais que pretos e pardos e estão somente em 29,5% dos cargos gerenciais e somente 14,6% nos cargos de salários mais altos”.

O Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra é celebrado, no Brasil, em 20 de novembro. Concebido em 1971, foi formalizado nacionalmente em 2003. A ideia de celebrar o dia 20 de novembro surgiu na década de 1970, no âmbito das lutas dos movimentos sociais contra o racismo no Brasil.

O Dia da Consciência Negra, assim como todo o mês de novembro, marca a importância das discussões e ações para combater o racismo e a desigualdade social no país. O ativista falou também sobre avanços na luta do povo negro e sobre a celebração da cultura afro-brasileira. (Portal Debate, com CMM/Ascom)

Foto: PMM

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