Polícia Civil realiza nova operação na margem direita do Rio Tocantins

A segunda fase da operação visou a reprimir o crime ambiental de degradação de área de APP, bem como colher mais informações sobre furto de energia e especulação imobiliária na Área de Preservação Permanente
Foto: Reprodução

MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ — A Polícia Civil do Estado do Pará, por meio de equipes da Superintendência Regional do Sudeste do Pará, deflagrou nesta quinta-feira (24/11) a segunda fase da operação policial-ambiental conjunta Rio Tocantins Vivo. As ações se concentraram em Área de Preservação Permanente (APP) na margem direita do Rio Tocantins, em Marabá.

A operação que ocorreu ontem envolveu Polícia Civil, Polícia Militar, Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), equipe Ambiental da Guarda Municipal, Postura do Município e Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU).

A segunda fase da operação visou a reprimir o crime ambiental de degradação de área de APP, bem como colher mais informações sobre as pessoas responsáveis por furto de energia elétrica — uma extensa rede clandestina de energia foi desativada e retirada na primeira fase da operação —, crime ambiental e especulação imobiliária de área pública.

Todas as informações estão sendo tratadas no âmbito de inquérito policial a cargo da Polícia Civil.
A fiscalização ambiental ficou a cargo da Semma, enquanto construções irregulares desocupadas foram demolidas por fiscais da SDU.

Segundo a polícia, há comprovação de especulação imobiliária na área de proteção, com a venda irregular de faixas de APP, às margens do rio. Várias construções de alto padrão foram identificadas na localidade.

Ainda conforme divulgou a polícia, há indícios de que empresários e pessoas de elevado padrão financeiro estejam na ocupação irregular. Tudo está sendo devidamente investigado no inquérito policial. (Portal Debate)

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