BELÉM (PA) – Os jurados do 4º Tribunal do Júri votaram pela absolvição de Geraldo Magela de Almeida Filho, 51 anos, acusado de participação no homicídio qualificado perpetrado contra Adalberto Xavier Leal, 38 anos, conhecido na região como “Cabeludo”, no Fórum Criminal de Belém.
A morte de “Cabeludo” ocorreu no município de Anapu, oeste do Pará, ocorreu no mesmo dia do assassinato da missionária, em 12 de fevereiro de 2005. O técnico agrícola Geraldo Filho era ligado ao grupo da irmã Mae Dorothy e atuava junto ao Incra na avaliação de terras para assentamentos na zona rural de Anapu.
Segundo a apuração da polícia, um grupo de agricultores (entre eles Geraldo Magela) revoltado com o assassinato de Dorothy Stang foi até o local onde estava o corpo da missionária. Ao chegarem lá, um dos agricultores efetuou disparos nas costas de Adalberto Leal.
Durante o julgamento, Geraldo Magela negou a autoria do crime e relatou que o delegado o denunciou por represália. O acusado prestou depoimento via internet. Geraldo Magela informou que denunciou à polícia a pistolagem em Anapu e a expulsão de assentados e dos técnicos agrícolas que prestavam apoio aos Projetos de Desenvolvimento Sustentável (PDS).
O réu também relatou que houve omissão da por parte da Polícia Civil. Em sua defesa, o delegado que atuava na região alegou que não tinha efetivo para acompanhar o pessoal até o assentamento. O promotor de justiça Reginaldo César Álvares sustentou a acusação contra o técnico agrícola Geraldo Magela, porém sem a qualificadora, por entender que não se aplicava ao caso.
No final do julgamento, os jurados não reconheceram o réu como acusado de homicídio, acatando a tese da defesa de negativa de autoria do crime. (Portal Debate)


