MARABÁ (PA) — Pesquisas internas da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) indicam que um percentual entre 8% e 10% dos eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno pode trocar de candidato. A diferença no percentual varia conforme o levantamento.
Esta possibilidade estatística se tornou o principal foco da campanha do presidente porque, em um confronto direto, cada voto virado tem peso dobrado —Bolsonaro aumenta e Lula cai.
E a estratégia tem funcionado, de maneira tal que até figuras históricas de luta do movimento LGBTQIA+ estão virando o voto e declarando apoio abertamente ao candidato à reeleição Jair Bolsonaro.
Noé Lima, de Marabá, é um deles. Organizador da tradicional Boka Xica Festa e de várias edições da Parada do Orgulho LGBTQIA+ no município do sudeste do Pará, Noé anunciou a amigos nesta terça-feira (18) sua mudança de posição neste segundo turno da corrida presidencial.
Apoiadores e a coordenação de campanha de Bolsonaro na cidade estão comemorando a adesão de Noé Lima ao presidente. O ativista dos Direitos Humanos, que votou e apoiou o ex-presidente Lula no primeiro turno, virou seu voto e agora garante que confirmará o 22 (número de Bolsonaro) na urna no dia 30 de outubro.
Pela manhã, de maneira irônica, o militante LGBTQIA+ postou um vídeo em suas redes sociais, por meio do qual reporta a condição financeira favorável de vereador comunista (não citou nomes) em Marabá. “Estão batendo de SW4 zero km aí no pátio da Câmara. Tá sendo bom ser comunista aí em Marabá”, disparou Noé Lima, que estava a caminho da faculdade, em Brasília (DF).
A repórter do Portal Debate, Noé Lima não esclareceu a motivação da mudança de voto para o presidente Jair Bolsonaro, mas revelou que está em tratativas com a coordenação de campanha do candidato à reeleição para gravar um vídeo ao lado de Renan Bolsonaro (filho do presidente) e do deputado federal reeleito Éder Mauro (PL/PA).
Quem também deve manifestar apoio a Bolsonaro é a vereadora de Marabá e ex-deputada estadual Elza Miranda (PTB), que é muito próxima de Noé Lima e pode ter relação com a mudança de posição do militante LGBTQIA+ em uma das campanhas presidenciais mais acirradas da história democrática brasileira. (Vinícius Soares/Portal Debate)


