Conheça os problemas da não eleição de um deputado federal em Marabá

“Marcio do São Félix” (PSDB), Irismar Melo (PP) e Manoel Veloso (PDT), os chamados “prata da casa”, brigam para ocupar uma cadeira no Parlamento Federal em Brasília (DF).
Foto: Portal Debate

MARABÁ (PA) – Nos últimos meses, os candidatos “Marcio do São Félix” (PSDB), Irismar Melo (PP) e Manoel Veloso (PDT), os chamados “prata da casa”, estão fazendo das “tripas coração” para chegarem ao dia 2 de outubro de 2022, data do 1º turno das eleições, com chances de ocuparem uma cadeira na Câmara Federal, em Brasília (DF), mas a tarefa não anda muito fácil para o lado dos candidatos a deputado federal por Marabá.

Nos últimos dias, os estudos publicados pela Doxa Pesquisa, em Belém, embora os três candidatos de Marabá tenham trabalhado bastante durante a campanha eleitoral, “comendo o pão que o diabo amassou”, o nome deles não figura entre as 17 primeiras colocações com chances de eleição, neste domingo (2), em nenhum recorte da pesquisa, porém esse quadro ainda poderá sofrer alterações, porque muitos eleitores afirmam que ainda não escolheram seu candidato a deputado federal.

Caso o eleitor não passe a pensar no bem da população de Marabá, nestes 3 últimos dias, a cidade corre o risco de mais uma vez ficar sem um deputado federal por mais 4 anos. A Terra de Francisco Coelho possui 185.129 eleitores aptos a votar, mas “pelo andar da carruagem”, mais de 50% dos votos para deputado federal serão abocanhados pelos candidatos “paraquedistas”, aqueles que pisam aqui de 4 em 4 anos como sempre aconteceu nas eleições anteriores.

Já o mesmo problema não acontece com o voto nos candidatos a deputado estadual de Marabá, pois Thiago Miranda (MDB); Dirceu Ten Caten (PT), João Salame (PSB) e “Chamozinho” (MDB) “nadam de braçada” e são nomes dados como certo para ocuparem uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) no dia 2 de outubro de 2022. Qual a explicação para a alta rejeição aos candidatos a deputado federal de Marabá? Somente o tempo dirá.

Para se ter uma ideia do tamanho do problema, na eleição de 2018, para deputado federal, em Marabá, apenas 45,4% dos eleitores votaram em candidatos da cidade, ou seja, 54,6% dos votos foram depositados na urna em nomes de políticos de fora de Marabá. Na época, Manoel Veloso obteve 31,71% (35.069) votos; Beto Salame ficou com 7,92% (8.760) votos; Miterrand Feitosa 3,23% (3.575); Rigler Aragão 2,30% (2.542) e César do Comércio alcançou 0,24% (263 votos) e agradaram aos eleitores de Marabá, o restante dos votos virou “bufa de alma”.

 Se não eleger seu deputado federal, a cidade de Marabá ficará sem as emendas feitas ao orçamento (dinheiro público) destinadas para melhorar as áreas de infraestrutura, meio ambiente, educação, saneamento básico, moradia, saúde, entre outros serviços essenciais para o povo. Os recursos são classificados como “emenda individual”, “emenda de bancada”, “emenda de comissão” e “emenda da relatoria”, ou seja, sem representatividade na Câmara dos Deputados, passaremos mais 4 anos no “mato sem cachorro”, porque a Prefeitura de Marabá (PMM) na receberá emendas parlamentares nem convênios celebrados com a União.

Marabá, de maneira urgente, necessita de um elevado ou viaduto no Km 6 (BR-230) para diminuir os engarrafamentos sem fim de todos os dias. A falta de um viaduto no “semáforo da morte”,  localizado na Folha 33 (Rodovia Transamazônica), já causou o óbito de dezenas de inocentes. A cidade urge pela construção de, no mínimo mais duas pontes sobre o Rio Itacaiúnas para facilitar a trafegabilidade da população e mais uma sobre o extenso Rio Tocantins para diminuir o sofrimento de quem mora no Núcleo São Félix Morada Nova.

A cidade precisa de, pelo menos, mais um hospital público destinado ao primeiro atendimento das famílias carentes. A maioria das vias de acesso a Marabá necessita de duplicação, a cultura e o esporte local padecem por falta de recursos federais e não existe o tão esperado hospital do câncer. Só se garante esses recursos, se cidade tiver um deputado federal comprometido com o povo de Marabá. Portanto, defender e votar nos candidatos de Marabá não é “bairrismo”, como alegam alguns incautos, mas sim uma necessidade de primeira hora para o bem da população.

De acordo com atual prefeito, Tião Miranda (PSD), grande parte das obras vem sendo tocada com recursos próprios da Prefeitura, porque, há nos, a cidade não recebe sequer uma emenda parlamentar de grande porte nem convênios federais devido a falta de um deputado federal eleito por Marabá. Nos anos de 2021 e 2022, praticamente não entrou um centavo nos cofres da PMM oriundo de emenda parlamentar.

Como diz o ditado popular, “para um bom entendedor meia palavra basta”, logo, voltar em candidatos de Marabá, deixou de ser uma opção e se revestiu de uma necessidade para o bem da população. É nesta hora que o saudoso Asdrubal Bentes faz falta ao povo de Marabá. Se você quiser mudar, vote em “Marcio do São Félix”, Irismar Melo ou Manoel Veloso, mas vote em um candidato de Marabá. (Pedro Souza – Portal Debate)

Márcio do São Félix: Lançamento de pré-candidatura lota ginásio em Marabá - Correio de Carajás
Crédito: Reprodução

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