Preso terceiro envolvido em morte de professora encontrada sob concreto no Pará

Três pessoas, incluindo sobrinho da vítima que planejou o crime, foram indiciadas por homicídio qualificado . Crime no fim de julho foi motivado por herança, disse polícia
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Mais um suspeito de matar e esconder o corpo da professora Maria Mendonça dos Santos, de 72 anos, foi preso no Pará. O corpo dela foi encontrado enterrado sob concreto no quintal da própria casa no fim de julho.

Com a prisão do terceiro envolvido no homicídio, o inquérito foi concluído e enviado ao Judiciário, informou a polícia nesta sexta-feira (16). Um sobrinho da vítima e a ex-companheira foram presos em agosto. Os três devem responder por homicídio qualificado.

A prisão do último suspeito foi em Acará na quinta (15). Ele teve participação ativa, segundo o delegado em exercício na Delegacia de Homicídios, Luiz Xavier. A mulher, ex-companheira do sobrinho da vítima, é que o conhecia e o contratou.

“Ela prometeu R$ 2 mil, não disse o que era inicialmente. Após chegar a casa, ele soube que era para matar a professora. Entretanto, ela não pagou. Pagou R$ 300 via pix”, detalhou o delegado.

O terceiro preso teria ficado escondido na sala da casa da professora e desferido alguns dos golpes de faca que a mataram. A mulher teria dado as demais facadas. Eles também ocultaram o corpo, que foi enterrado.

Depois, um piso de concreto foi feito por cima. Bombeiros e policiais precisaram quebrar o concreto para achar o corpo da vítima.

Já o sobrinho da vítima planejou o crime por motivações financeiras, uma herança que seria uma casa em Salinópolis, que foi vendida.

“O sobrinho da professora argumentava com a ex-companheira que uma das motivações era o fato de uma herança, de uma casa de Salinas que eram dos pais da professora, avós do preso, e que o avô em vida havia prometido a ele que quando morresse, a casa seria só dele. Mas com a morte [do avô] houve a partilha de bens e coube ao preso apenas uma pequena casa do valor total do bem” , informou o delegado Cláudio Galeno na época da prisão do casal.

Após a morte, de apenas de uma das contas da vítima foram retirados R$ 30 mil, informou a polícia quando os primeiros suspeitos foram presos. (Portal Debate, com g1 Pará)

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