PF prende líder de movimento que impediu operação em terra indígena no sul do Pará

Em razão de manifestações, o gado não pôde ser retirado da Terra Indígena durante a Operação “Desintrusão da Trincheira Bacajá”, em São Félix do Xingu
Bois estão sendo retirados de terra indígena no Pará em operação federal — Foto: Polícia Federal/Divulgação

A Polícia Federal cumpriu um mandado de prisão e dois mandados de busca e apreensão contra pessoas que impediram a segunda fase da operação de “Desintrusão da Trincheira Bacajá”, iniciada dia 8 deste mês. Os mandados fazem parte da Operação Além da Trincheira, na Vila Sudoeste, a cerca de 280 quilômetros da cidade de São Felix do Xingu, no limite sul da Terra Indígena Trincheira Bacajá, no sul do Pará.

Após retirar invasores da terra indígena, no fim de julho, a PF passou a acompanhar a Adepará na busca do gado que ficou na área, para fazer sua seleção, embarque e destinação em cumprimento à determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF nº 709/2020. Porém, um grupo de manifestantes impediu o trabalho de manejo do gado feito pela Adepará, para retirada dos bovídeos encontrados na Terra Indígena.

PF prende e faz busca e apreensão contra grupo que impediu retirada de gado dentro de terra indígena no Pará. — Foto: Reprodução / PF-PA
PF prende e faz busca e apreensão contra grupo que impediu retirada de gado dentro de terra indígena no Pará. — Foto: Reprodução / PF-PA

Dessa forma, a Justiça Federal de Redenção expediu os mandados contra os líderes do movimento, cumpridos nesta quarta-feira (24/8), além de autorizar a quebra do sigilo de dados e telemáticos dos investigados. A ação visa reunir maiores elementos de prova contra líderes do movimento que impediu o a 2ª fase da Operação de “Desintrusão da Trincheira Bacajá”, além de identificar outras pessoas que participaram dos protestos, para fins de responsabilização.

A Polícia Federal apura a prática de crimes de desobediência, incitação ao crime, invasão de terra da União e exploração econômica de terras públicas, cujas penas somadas podem variar de dois anos e oito meses a oito anos de prisão. (Portal Debate, com informações da PF)

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