Na noite desta sexta-feira (22), o “rabeteiro” Edmar Ribeiro Costa, conhecido como “Baixinho”, por pouco não perdeu a vida durante um grave acidente, ocorrido por volta de 19h30, no leito do Rio Tocantins, em frente à Praia do Tucunaré, em Marabá, no sudeste do Pará.
De acordo com as primeiras informações, o piloto de uma lancha de grande porte não viu a pequena embarcação e, literalmente, “passou por cima” da rabeta. Segundo “Baixinho”, o condutor da lancha, cujo nome não foi divulgado, parou o veículo aquático, prestou socorro à vítima e garantiu que vai arcar com o prejuízo material. O piloto da canoa não se feriu durante a colisão.
O proprietário da rabeta, em um áudio divulgado nas redes sociais, afirmou que o pequeno barco sofreu perda total. “O dono da lancha vai pagar os danos materiais, mas e os dias que eu vou ficar parado, quem vai pagar?”, protestou. As imagens enviadas ao Portal Debate mostram que o prejuízo foi grande e quase ocorreu outra tragédia na Praia do Tucunaré.

Morte
De acordo com a Polícia Civil, no dia 22/8/2020, Lorena Andrade Ribeiro Leão, a bordo de uma moto aquática, conhecida popularmente como “Jet Ski”, atropelou e matou o protético, Valdicleison Lopes de Oliveira, 31 anos, no Rio Tocantins, próximo à Colônia de Pescadores Z-30, na Orla de Marabá.
Na época do acidente, de acordo com o delegado Vinícius Cardoso, então titular da 21ª Seccional Urbana, as investigações concluíram que Lorena Leão era a pessoa que pilotava a moto aquática no momento do acidente. A ré fugiu do local do crime, sem prestar socorro à vítima, mas foi identificada e indiciada no dia 23 de setembro de 2020.
Lorena Leão está respondendo ao processo por homicídio doloso qualificado, com dolo eventual, e por dirigir a embarcação sem habilitação. A demora na punição da acusada traz sofrimento e dor para a família de Valdicleison Oliveira que estava se divertindo na Praia do Tucunaré com amigos.
Falta de fiscalização
“A fiscalização só existe para pescador e rabeteiro, ou seja, os pequenos. Já os ricos pilotam suas enormes lanchas e moto aquática, muitas vezes estão embriagados, porém ninguém faz nada. Todo ano acontece tragédia nesta travessia do Rio Tocantins por falta de fiscalização”, finalizou o proprietário da rabeta. Por sua vez, “Baixinho” se mostrou aliviado por não ter sido atingido pela lancha.
Os pescadores e donos de pequenas embarcações cobram a instalação de um Porto da Marinha fixo em Marabá para colocar “um freio” nos ricaços donos de lancha e motonáuticas na Terra de Francisco Coelho. Segundo eles, esses veículos estão virando arma nas mãos de pilotos irresponsáveis em Marabá. (Portal Debate)


