Acusado de drogar e matar empresário paraense deve ser submetido a novo julgamento

O herdeiro de uma das maiores redes de supermercados do Pará morreu de overdose, em fevereiro de 2015

Condenado por tráfico de drogas, Jefferson Michel Miranda Sampaio, de 35 anos, deve ser julgado novamente pelo homicídio do empresário João de Deus Rodrigues, de 27 anos. O herdeiro de uma das maiores redes de supermercados do Pará morreu de overdose, em fevereiro de 2015.

De acordo com a família da vítima, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), por meio de uma de suas turmas criminais, entendeu por unanimidade que o Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA) estava certo na decisão que anulou a absolvição do acusado pelo crime de homicídio por dolo eventual.

Jefferson foi a júri popular em 2019, quatro anos após o crime, sob as acusações de tráfico de drogas e homicídio. Segundo a acusação, ele teria ministrado uma dose letal de drogas sintéticas ao empresário, ocasionando sua morte. O júri, no entanto, entendeu que Jefferson era culpado apenas por tráfico e o absolveu do crime de homicídio. A pena, na época, foi estabelecida em 15 anos e está sendo cumprida, inicialmente, em regime fechado.

Com o entendimento do STJ, de que há provas no processo de que o acusado foi o autor do crime de homicídio qualificado e de maneira intencional, Jefferson será novamente submetido a um júri popular, ainda sem data marcada, para responder pelo crime de homicídio.

O caso

João de Deus Rodrigues morreu ao sofrer uma parada cardiorespiratória após consumir uma quantidade letal de GHB, droga conhecida como gota, similar, mas de qualidade inferior ao LCD, dentro de uma boate de Belém.

À época da morte, em fevereiro de 2015, o Ministério Público do Pará chegou a conclusão de que a morte do empresário não foi uma overdose acidental, mas sim uma “overdose encomendada”. As investigações levaram a Jeferson Sampaio, traficante que vendeu a droga a João Rodrigues.

No entendimento do MP, Jefferson agiu de forma dissimulada e com dolo dirigido ao resultado morte, quando, ao ministrar a João Rodrigues, no interior de uma casa noturna, dose letal de GHB fazendo-o acreditar que se tratava de uma droga comum, como as outras que costumava lhe fornecer. (Portal Debate, com Roma News)

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