BRASÍLIA (DF) – A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) divulgou nota, na segunda-feira (18), para manifestar apoio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), diante das recentes investidas de Jair Bolsonaro contra o sistema eleitoral e a segurança das urnas eletrônicas nas eleições de 2022.
Jair Bolsonaro buscou lançar – sem provas – dúvidas sobre o sistema eleitoral brasileiro em reunião com cerca de 70 embaixadores, no Palácio da Alvorada, nessa segunda-feira (18), em clara tentativa de intimidação aos poderes da República.
O presidente vem fazendo críticas à Justiça Eleitoral e à credibilidade do voto eletrônico. Por sua vez, a Ajufe afirma “ter certeza de que o resultado da vontade popular será respeitado, independentemente de quem venha a ser eleito ou eleita aos cargos em disputa”.
“Como vem acontecendo em todas as eleições prévias, reafirma-se a certeza de que o resultado da vontade popular será respeitado, independentemente de quem venha a ser eleito ou eleita aos cargos em disputa. Por fim e desde logo, rechaça-se qualquer tentativa de impugnação a tal resultado fora das vias adequadas, ou seja, aquelas admitidas pelo ordenamento jurídico, garantida a independência do Poder Judiciário e a soberania do voto popular”, diz a Ajufe.
NOTA DE APOIO
A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), entidade representativa da magistratura federal brasileira, considerando a proximidade do efetivo início do processo eleitoral deste ano, vem a público manifestar seu irrestrito apoio ao Tribunal Superior Eleitoral e seus ministros e ministras, confiando na absoluta lisura do certame eleitoral que se avizinha.
Por opção do legislador constituinte, atribuiu-se ao TSE o papel de condutor e árbitro dos processos eleitorais, incumbência que vem sendo por ele exercida de forma absolutamente republicana e eficiente ao longo dos anos. O exemplo máximo dessa eficiência foi a implantação e aperfeiçoamento das urnas eletrônicas, que, desde 1996, vem garantindo a mais absoluta legitimidade da vontade popular, sem qualquer indício efetivo de irregularidades na sua utilização, sendo, por mais de uma vez, inclusive por meio do Congresso Nacional, rechaçada a necessidade de adoção do voto impresso.
Portanto, como vem acontecendo em todas as eleições prévias, reafirma-se a certeza de que o resultado da vontade popular será respeitado, independentemente de quem venha a ser eleito ou eleita aos cargos em disputa. Por fim e desde logo, rechaça-se qualquer tentativa de impugnação a tal resultado fora das vias adequadas, ou seja, aquelas admitidas pelo ordenamento jurídico, garantida a independência do Poder Judiciário e a soberania do voto popular.
Fonte: Portal Debate, com JC


