O pequeno “Fernandinho”, que é pessoa com deficiência, foi abandonado pela mãe, aos 2 meses de idade, na cidade de Tucuruí, no sudeste do Pará. Como se não bastasse, o pai da criança passou a se relacionar com outra mulher e também foi embora de Tucuruí.
Com o abandono dos pais, “Fernandinho” passou a ser criado pela avó paterna, a idosa Dona Nazaré, desde os dois meses de vida. Para piorar a situação de avó e neto, o pai da criança veio visitá-los, há alguns anos, e subtraiu o cartão benefício de Dona Nazaré.
O homem consegue sacar R$ 1.200 por mês, mas só envia R$ 6oo para Dona Nazaré. O dinheiro subtraído deixa a idosa e a criança passando necessidades, entre elas, a fome. Diante da exposição do problema, a população decidiu realizar doações de fraldas descartáveis, leite, mucilon, entre outros itens necessários para a sobrevivência do garotinho.
A campanha pediu também a ajuda de um advogado para tentar reaver o cartão benefício de Dona Nazaré. A família mora no Bairro Cristo Vive, na Rua Oséias, Quadra 43, Lote 1. Ao tomar conhecimento da situação, a população reagiu rápido e fez a doação de vários produtos necessários para o sustento de “Fernandinho”.
A Secretaria de Assistência Social, Conselho Tutelar e Defensoria Pública de Tucuruí entraram no caso. Já as advogadas Gabriela Boaretto e Mariana Piovesan atuarão como causídicas “pro bono”, de acordo com o Código de Ética e Disciplina (CED) da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em seu Parágrafo “§ 2º A advocacia pro bono pode ser exercida em favor de pessoas naturais que, igualmente, não dispuserem de recursos para, sem prejuízo do próprio sustento, contratar advogado”.
Como retaliação, depois de o caso se tornar público, a madrasta de “Fernandinho” realizou ameaças de entrar na Justiça para tomar a criança da avó. Dona Nazaré não possui a guarda legal do menino, mas cuida cuida dele desde os dois meses de idade. (Portal Debate, com Nazaré dos Patos Notícias)


