MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ — No fim da tarde desta segunda-feira (27), o empresário e influenciador digital Evandro Oliveira Lima, o “Evandro Cegão”, conseguiu a façanha de resgatar o corpo de Cristiano Coelho da Silva, de 47 anos, que teve corpo arrastado pela correnteza do Rio Tocantins para debaixo de um restaurante flutuante na Orla de Marabá, no sudeste do Pará.
Como noticiado ainda ontem pelo Portal Debate, uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar até foi mobilizada ao local, mas não conseguiu remover o corpo do homem por falta de mergulhadores. O caso se arrastou ao longo do dia, e as autoridades chegaram a cogitar a ideia de acionar mergulhadores profissionais de Belém para o trabalho, o que acabou não sendo necessário.
Com habilidade, Evandro Cegão relata que sentiu a presença do corpo no local devido à pressão da água. Em live em seu perfil no Instagram, o empresário narra também que pegou no morto pela mão e teve um pouco de dificuldade para arrastá-lo debaixo do flutuante, até que conseguiu sair.
Evandro Cegão menciona que muita gente ficou espantada pelo fato de ele ter conseguido resgatar o cadáver, algo que o Corpo de Bombeiros não conseguiu. “Não sei quem é, do que morreu. Só fiz a minha parte”, comentou, acrescentando que fez um serviço voluntário sem pedir nada em troca e isso o deixa satisfeito. “Espero que isso não aconteça novamente, mas se acontecer, estou pronto”, afirma.
Evandro Cegão mergulhou em garimpos, entre o fim dos anos 80 e início dos anos 90. Isso, em sua avaliação, foi determinante para que ele garantisse larga experiência nessa prática, mesmo sendo deficiente visual. “Lá embaixo eu tenho mais experiência do que quem enxerga, porque lá é só no tato”, explica, adicionando: “Eu convivo com as trevas, com a escuridão”.
O ex-companheiro de Cristiano, Raimundo Furtado de Souza, de 70 anos, acompanhou a remoção do cadáver. Ele contou para a Imprensa que a vítima saiu na tarde de domingo (26) para a casa de um colega dele, conhecido como Valdir.
“Quando eu cheguei, o homem disse que ele ainda não tinha vindo. E a primeira coisa que me falaram foi que ele estava morto. Desde ontem que estão procurando o corpo”, contou Raimundo Furtado.
“Era para ele estar junto comigo, para me ajudar, mas ele não quis”, disse Raimundo Furtado, complementando que a vítima morou por 22 anos com ele, mas decidiu ir embora.
O corpo do homem foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por necropsia e já foi liberado para a família. A causa da morte teria sido afogamento, mas a polícia ainda trabalha no caso. (Portal Debate)


