Funcionários de empresas terceirizadas paralisam atividades em Parauapebas

Trabalhadores realizaram o protesto, em uma rotatória, localizada próxima ao prédio do Palácio dos Ventos, no Bairro Beira Rio, nesta segunda-feira (6).
Crédito: Reprodução

Nesta segunda-feira (6), vários funcionários de empresas terceirizadas, prestadoras de serviço para a Prefeitura Municipal de Parauapebas (PMP), realizaram um protesto em uma rotatória, localizada próxima ao prédio do Palácio dos Ventos, no Bairro Beira Rio, em Parauapebas.

De acordo com os grevistas, as empresas mantêm contratos milionários com a gestão pública, mas estariam pagando uma remuneração de miséria aos trabalhadores. Segundo eles, as terceirizadas recebem por funcionário em média o valor de R$ 4.623,08 a R$ 6.519,04, porém estariam repassando aos funcionários apenas a quantia entre R$ 900,00 a R$ 1.500 por trabalhador.

Os manifestantes reclamam que antes da terceirização de diversos serviços, só o vale-alimentação girava em torno de R$ 1.050, ou seja, o benefício era maior do que o salário que muitos vem recebendo hoje em dia. Os terceirizados recebiam um salário que variava entre R$1.700 a R$ 2.500. Algumas funções tinha uma remuneração bem maior que o percentual relatado, mas o valor mensal foi reduzido bastante.

Entre as empresas terceirizadas estaria a Kapa Capital Ltda (contrato no valor R$ 62.412.674,08); Coelfer Eireli (Contrato no valor R$ 61.454.559,60); Recicle Serviços (Contrato no valor de R$ 35.442.404,28) e Claer Serviços Gerais (Contrato no valor de R$ 76.199.463,20 ). Nos números acima, já estão incluídos o valor dos aditivos de preço reajustado pela gestão Darci Lermen (MDB), pois cada contrato possuía um valor inicial, em média, três vezes menor.

O Portal Debate não conseguiu contato com o representante das empresas citadas nem com a Prefeitura de Parauapebas, todavia o espaço se encontra aberto para futuros esclarecimentos. A coordenação do movimento pediu para o prefeito Darci Lermen intermediar um encontro entre os manifestantes e as empresas terceirizadas, algo que não aconteceu, nesta segunda-feira (6). (Portal Debate, com informações José Roberto Oliveira)

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