Mãe de rapaz encontrado morto em aldeia Parakanã nega que jovens eram caçadores

Maria Silva é professora atuante na terra indígena e diz que o filho tinha boa relação com indígenas. A execução dos três rapazes chocou a população do Pará
Maria Gorete Silva - Crédito: Redes sociais

NOVO REPARTIMENTO, SUDESTE DO PARÁ – A senhora Maria Gorete Borges da Silva, mãe de um dos três rapazes encontrados mortos, na terra indígena Parakanã, no dia 30 de abril de 2022, em Novo Repartimento, usou as redes sociais para pedir Justiça pela morte do filho.

A educadora é professora atuante na Reserva Indígena Parakanã e afirmou que o filho e os outros dois jovens não eram caçadores. Os amigos Cosmo Ribeiro de Sousa, José Luís da Silva Teixeira e Willian Santos Câmara foram torturados e mortos no interior da área indígena.

“Eu venho aqui falar não só em nome do meu filho, mas em nome dos três, porque a gente só ouve boatos de que eram caçadores. Eles nunca foram caçadores, cada um tinha suas devidas profissões, todos com família, com amigos, jovens que gostavam de aventuras”, afirmou Maria Gorete Silva.

Os três amigos entraram na Terra Indígena, no dia 24 de abril de 2022, mas nunca mais voltaram para casa. “É uma coisa que não tem como se explicar, a pena de morte para uma pessoa que vai em um lugar. Porque entraram na terra indígena estava decretada a pena de morte para eles?”, questionou a mãe.

Filho teria boa relação com os indígenas

Por fim, ela observou que nunca houve desavenças entre o filho dela e os indígenas. “O meu filho foi criado junto com os Parakanã, eles viviam na minha casa comendo junto com meu filho na minha casa”, afirmou a professora.

No dia 24 de abril, os amigos Cosmo Ribeiro de Sousa, José Luís da Silva Teixeira e Willian Santos Câmara entraram, sem autorização, na terra indígena Parakanã para caçar e desapareceram. No dia 30 de abril, seis dias depois, os três foram encontrados em cova rasa dentro da área indígena Parakanã.

O desaparecimento dos rapazes gerou uma onda de protestos na Rodovia BR-230 (Transamazônica) que corta a Reserva Parakanã. Os manifestantes exigiam a liberação dos jovens. Eles achavam que eles estariam em poder dos indígenas, que sempre negaram qualquer envolvimento no desaparecimento e na morte dos caçadores.

O caso é apurado pela Polícia Federal, que mantém a investigação sob sigilo. Em nota, a Assessoria de Comunicação da Polícia Militar informou, que em respeito aos familiares, a Polícia Federal (PF) trabalha para esclarecer de forma célere as circunstâncias do crime, bem como os autores do triplo homicídio que revoltou a população do Pará. (Portal Debate, com o Liberal)

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