NOVO REPARTIMENTO, SUDESTE DO PARÁ – A Justiça Federal no Pará determinou neste domingo (1º), que a Força Nacional de Segurança permaneça com o seu efetivo por mais 15 dias na Terra Indígena Parakanã, em Novo Repartimento, onde a Polícia Federal localizou, no sábado (30), os corpos de três caçadores que estavam desaparecidos desde o dia 24 de abril de 2022.
A decisão, assinada pelo juiz federal Paulo Máximo de Castro Cabacinha, acatou um pedido do Ministério Público Federal (MPF), depois das manifestações de revolta com o caso na região e uma possível iminência de um conflito com os indígenas.
O juiz determinou ainda pena de R$ 5 mil caso a Força Nacional não cumpra a decisão e oficiou à União. “A retirada do efetivo em momento anterior configuraria descumprimento à decisão judicial, e eventualmente crise de desobediência”, disse o magistrado em sua decisão.
Os familiares de Cosmo Ribeiro de Sousa, o “Manel”, José Luís da Silva Teixeira e Willian Santos Câmara, estão responsabilizando os indígenas Parakanã pela tortura e mortes dos caçadores. Os três não tinham autorização para caçar nas terras indígenas.
Já as lideranças Parakanã negam que os indígenas tenham envolvimento na morte dos caçadores. Os silvícolas temem pela integridade física dos integrantes da tribo. A população afirma que um jovem indígena foi atacado por um dos familiares de um dos caçadores, mas conseguiu sobreviver. O clima segue tenso em Novo Repartimento. (Portal Debate, com Roma News)


