RIO MARIA, SUDESTE DO PARÁ – Nesta sexta-feira (29), faz 16 dias que os eletricistas Gutemar Pereira, o “Guto”, e Jaime Moura, desapareceram sem deixar pistas. A dupla trabalhava na empresa Dínamo, e estavam a serviço da Equatorial Energia, nas proximidades do município de Bannach, na região sul do Pará.
Desde o desaparecimento dos trabalhadores, no dia 13 de abril de 2022, diversas especulações foram feitas, porém a força tarefa não encontrou nenhum sinal de vida das vítimas.
A Fake News
Desde o dia do crime, diversas mensagens chegaram a ser compartilhadas, nas redes sociais, informando que as vítimas teriam sido encontradas mortas em uma fazenda. No entanto, a Equatorial e a Polícia Civil comunicaram que se tratava de uma informação falsa.
Possível Abordagem
De acordo com informações da Polícia Civil, há indícios de que os fiscais poderiam ter feito uma abordagem em uma propriedade com ocorrência de ligação clandestina e, em seguida a ação, teriam ficado incomunicáveis. A polícia chegou a localizar vestígios de sangue, próximo a um medidor de energia, no interior da Fazenda Primavera.
Marcas de bala
Na sexta-feira (15), o veículo utilizado pelos eletricistas Gutemar Pereira e Jaime Moura foi encontrado na estrada que liga a BR-155 à cidade de Bannach, vicinal conhecida como “Estrada do Creone”. Segundo informações, no veículo existem perfurações a bala e também manchas de sangue.
Buscas suspensas
As buscas pelos eletricistas desaparecidos foram suspensas na última quinta-feira, 21 de abril de 2022, depois de vários dias de buscas, nos municípios de Bannach e Rio Maria, região sudeste do Pará, porém a Polícia Civil segue investigando o caso que intriga as autoridades.
Protestos
Desde o dia do crime, os trabalhadores da Dínamo já realizaram vários protestos, cobrando uma solução para o caso, todavia nada foi resolvido. Os trabalhadores já conseguiram uma reunião com o governador Helder Barbalho (MDB), o político prometeu se empenhar para elucidar o sumiço dos eletricistas, entretanto não existe nenhum sinal de “Guto” e Jaime Moura.
A Polícia Civil do Pará, por meio de nota, informou que apura o caso e que continua realizando diligências para desvendar o mistério. Equipes da Superintendência Regional do Alto Xingu e da Divisão de Homicídios seguem realizando, diariamente, o trabalho de investigação do caso. As informações que auxiliem nas investigações podem ser repassadas pelo disque-denúncia, número 181. (Portal Debate, com Roma News)



