Mais de 30 criminosos atacam batalhão da PM e tentam assaltar transportadora de valores

Dois policiais e um morador ficaram feridos. A caçada aos bandidos continua.
Crédito: Reprodução

Guarapuava fica na região centro-sul do Paraná. Com 182 mil habitantes, costuma ser uma cidade pacata, dedicada à agroindústria. Mas, nesta segunda-feira (18/4), as marcas da ação dos bandidos em vários pontos da cidade mostram que essa tranquilidade foi quebrada na madrugada de domingo (17/4). No Batalhão da Polícia Militar, ainda está um caminhão queimado pelos bandidos, que também atiraram dezenas de vezes contra a sede do batalhão

A cidade localizada no interior do Paraná viveu uma noite e uma madrugada de terror. Ao menos 30 bandidos atacaram um batalhão da Polícia Militar e tentaram assaltar uma transportadora de valores. A quadrilha usou reféns como escudos humanos. Dois policiais e um morador ficaram feridos.

O ataque começou por volta das 22h.

“Era uma sensação de guerra. Você parecia que estava numa guerra. Você não sabia se a qualquer momento você poderia ser atingido por uma bala perdida, por um tiro, por alguma coisa”, conta um morador que não quis se identificar.

Sem saber ao certo o que estava acontecendo, moradores receberam e compartilharam mensagens em redes sociais, avisando sobre o perigo de sair de casa. “Gente, vão passando informação para frente, por favor. Estão invadindo o batalhão, estão atirando muito aqui em nós. É muito tiro, eles já fecharam o portão”, diz um áudio.

Policial que estava em viatura fuzilada relata terror: “eles atiram pra matar e não param”. Assaltantes não conseguiram acessar os cofres da empresa e fugiram sem levar dinheiro.

A quadrilha tentou assaltar o cofre de uma empresa de transporte de valores e, para isso, segundo a polícia, pelo menos 30 bandidos fortemente armados soltaram bombas, atiraram, queimaram veículos e fizeram reféns. Perto da empresa, moradores foram obrigados a formar um cordão humano.

“Eles pediram para eu tirar a camiseta e tudo, aí deitar no chão. Quando a polícia embicou, eles usaram a gente como escudo humano. Em torno de uma hora a gente foi mantido refém. Liberaram quando foram embora. Eles nem avisaram que a gente estava liberado. Eles só pegaram e foram embora”, relembra um refém.

O morador de uma casa que fica perto da empresa de transporte de valores se protegeu como pode. A mesa de vidro estourou com a onda de choque das bombas. “Fiquei em cima ali do caco, e só escutando. Foi um terror mesmo. Explosão, muito tiro, gritaria. Realmente, foi desesperador”, afirma.

Os criminosos atearam fogo a caminhões, usados para bloquear as entradas da cidade. O grupo trocou tiros com a polícia. Dois policiais militares ficaram feridos, um deles na cabeça e outro nas pernas. Um morador foi atingido no braço, recebeu atendimento e foi liberado. (Informações do Native Carajás  News e G1 PR)

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