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Município proíbe consumo e venda de peixes populares no Pará

Doença foi diagnosticada no estado do Amazonas, mas já teria contaminado três espécies de peixes. No Pará, dois caos da doença estão em análise
MANAUS, AM; 20/02/2013 - CIDADES - TRAMITA NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO AMAZONAS PROJETO DE LEI PARA PROIBIR PESCA DE TAMBAQUI POR UM PERÍODO DE QUATRO ANOS. FOTOS: ANTONIO LIMA / ACRÍTICA.
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O aumento do número de pessoas infectadas com a doença da “urina preta” levou a Prefeitura de Juruti, no oeste do Pará, a proibir a venda e o consumo de peixes “pirapitinga”, “pacu” e “tambaqui”, os mais populares na região, como forma de prevenção. A medida provocou prejuízos para as famílias e restaurantes que têm a pesca como base financeira.

Segundo o presidente da cooperativa de pescadores artesanais, a Z-42, os meses de agosto, setembro e outubro são os que a pesca dessas três espécies proibidas pela prefeitura é abundante. A suspensão prejudicou os pescadores que já tinham estoques de peixes, e agora não poderão vendê-los, ou seja, além do prejuízo, as pessoas terão dificuldades para sustentar suas famílias.

A venda de peixes tem diminuído, pois as pessoas estão parando de consumir, desde que um caso foi registrado no município de Santarém, onde um homem morreu após apresentar sintomas compatíveis com os da doença. No Pará, há mais dois casos suspeitos, um em Trairão e um na capital, Belém. Felizmente eles foram atendidos e estão fora de perigo.

A Síndrome de Haff, conhecida como “urina preta”, é transmitida através do consumo de uma toxina da carne de peixe, como o tambaqui, badejo e a arabaiana ou crustáceos (lagosta, lagostim, camarão). Alguns dos sintomas da doença são a rigidez e dores musculares, dor torácica, dificuldade para respirar, dormência, perda de força em todo o corpo e urina cor de café.

Uma das formas de se prevenir da doença é evitar consumir pescados ou crustáceos cuja origem, transporte ou armazenamento sejam desconhecidos. Ao sentir algum sintoma da Sindrome de Haff, deve-se conduzir imediatamente a uma unidade de saúde. (Portal Debate Carajás)

Pacu – Crédito: Reprodução

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